Os museus de arte globais apresentaram resultados majoritariamente positivos em 2025, embora ainda busquem recuperar o volume de público pré-pandemia de Covid-19. Observou-se um desempenho notável em regiões como a América Latina e a Ásia, especialmente em estabelecimentos mais recentes.
O levantamento, divulgado no primeiro semestre pelo relatório anual do The Art Newspaper, mapeou as 100 instituições mais frequentadas mundialmente no ano anterior. Londres lidera o top 10 com três museus presentes na lista de destaque, mas outras cidades também registraram avanços significativos.
O Louvre, localizado em Paris (França), superou a marca de nove milhões de visitantes em 2025, registrando um crescimento de 4% em comparação com 2024. Os Museus Vaticanos (Cidade do Vaticano) atraíram perto de sete milhões de visitantes, mantendo números próximos aos anos anteriores, com um aumento de 2% sobre 2024 e 1% acima do período pré-pandemia de 2019.
O Museu Nacional da Coreia, em Seul (Coreia do Sul), destacou-se mundialmente pelo crescimento absoluto, alcançando 6,5 milhões de frequentadores em 2025. Este número representa um salto de 72% em apenas um ano, quase dobrando o registro anterior à pandemia.
No Reino Unido, o Museu Britânico, em Londres, manteve estabilidade, com 6,4 milhões de pessoas visitando suas galerias. Nos Estados Unidos, o Met, em Nova York, permaneceu como o mais visitado do gênero no lado ocidental do Atlântico, com um modesto aumento de 4% em relação a 2024, totalizando quase seis milhões de visitantes.
O Museu Russo, em São Petersburgo (Rússia), não foi afetado negativamente pela guerra e crise, duplicando seus números em relação ao período pré-pandemia. Entre 2024 e 2025, houve um incremento de 41%, atingindo quase 5,1 milhões de visitantes.
Na América Latina, o Museu Nacional de Antropologia, na Cidade do México (México), tornou-se o mais popular da região, registrando um aumento de 36% em doze meses, com cinco milhões de pessoas acessando a instituição na capital mexicana.
Outros destaques incluem o Shanghai Museum East, em Xangai (China), a mais nova inclusão no top 10, após abrir em 2024, recebendo 4,6 milhões de visitantes no novo prédio. Em Londres, o Tate Modern, apesar de ainda 26% abaixo do total de 2019, manteve-se entre os mais frequentados com 4,5 milhões de pessoas, mesmo com uma ligeira queda de 2% no ano mais recente. A National Gallery, também em Londres, embora 31% abaixo do nível pré-pandemia, demonstrou um forte avanço de 29% entre 2024 e 2025, somando 4,1 milhões de visitantes.
Embora fora do top 10, instituições brasileiras conseguiram figurar entre as 100 mais visitadas globalmente. O MASP apresentou um sucesso notável, elevando seus visitantes em 104% de um ano para outro, sendo o segundo maior aumento percentual da lista. Com quase 1,2 milhão de visitantes em 2025, o MASP conquistou a 63ª posição global, representando um ganho de 64% comparado ao ano anterior à pandemia.
Outras instituições brasileiras incluídas no ranking são o CCBB do Rio de Janeiro, na 67ª posição, com 1,14 milhão de visitantes, estando ainda 56% aquém do patamar pré-pandemia. O CCBB de Belo Horizonte ocupa a 69ª colocação, com 1,12 milhão de visitantes, o que corresponde a uma redução de 26% em relação a 2019.
Por fim, a Pinacoteca de São Paulo exemplifica a recuperação pós-crise sanitária, aumentando em 52% o número de visitantes desde 2019, alcançando 820 mil pessoas no último ano, o que garantiu a 94ª posição mundial.



