A província de Nampula, em Moçambique, registou um total de 796.422 casos de malária durante os primeiros seis meses de 2026, o que resultou no falecimento de 47 indivíduos, conforme informou o porta-voz do Governo provincial, William Tuzine, à comunicação social.
Apesar do número de óbitos, o responsável salientou que estes dados representam uma diminuição em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 1,8 milhões de casos e 61 mortes.
As autoridades locais garantiram a manutenção da distribuição de mosquiteiros e a continuação das campanhas de conscientização comunitária com o objetivo de reduzir novas infeções. Tuzine afirmou: «Vamos continuar a trabalhar com a nossa população, principalmente nessa vigilância e também na distribuição de redes mosquiteiras e na sensibilização da nossa população para o uso constante de redes mosquiteiras com vista à diminuição de casos de malária».
Adicionalmente à malária, a província está a enfrentar um surto de sarampo em diversos distritos, situação sobre a qual o porta-voz assegurou que medidas estão a ser tomadas para controlar as infeções, que já causaram duas mortes.
William Tuzine detalhou que existem oito distritos com casos de sarampo. Especificamente, a cidade de Nampula registou aproximadamente 436 casos, com dois óbitos. O distrito de Malema reportou cerca de 283 casos, sendo que também há ocorrências nos distritos de Eráti, Memba, Nacala, Nacarôa, Mogovolas e Mecubúri.
Em dados mais amplos para Moçambique, relatórios anteriores do Ministério da Saúde enviados à Lusa indicam que, em 2025, pelo menos 496 pessoas morreram por malária, representando um aumento de 39% face a 2024, ano em que se registaram 358 óbitos. As autoridades de saúde moçambicanas avançaram em fevereiro, informando que, nas primeiras seis semanas de 2026, pelo menos 49 pessoas morreram de malária, com 1.357.891 infetados.
Conforme dados apresentados pelo diretor nacional de Saúde Pública, Quinhas Fernandes, os casos de malária aumentaram 55% neste ano em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram registados 876.498 casos; contudo, o número de mortes reduziu 38%, comparado aos 79 óbitos de 2025.

