O Pavilhão de Chengdu foi encomendado como um pavilhão de exposições com um conceito arquitetônico fortemente orientado para o futuro. Este projeto não só simboliza o espírito e o propósito da expansão urbana contínua, como também funciona como um centro informativo para o público conhecer o novo e vasto distrito planejado, denominado Chengdu Future Science and Technology City, que está em fase de desenvolvimento e construção na Província de Sichuan.
A composição do projeto inclui duas partes distintas: o Pavilhão de exposições e a Torre de observação. Juntos, esses elementos criam um complexo proeminente, facilmente visível a partir da nova rodovia. O desenho triangular do Pavilhão, que lembra um moinho de vento, responde diretamente a três pontos cruciais do entorno: o novo Aeroporto Internacional de Tianfu, localizado a nordeste; o Parque do Rio Jianxi, situado a oeste; e a nova Cidade da Ciência e Tecnologia, ao sul, cujas três galerias de exposição são projetadas para fora, capturando essas paisagens.
Devido ao fato de a área disponível no topo da colina ser menor que a área originalmente solicitada para o Pavilhão, foi adotada uma estratégia de projeto em corte. Isso resultou em um piso térreo reduzido que se expande progressivamente para cima e para fora, sustentando a maior parte do programa — as galerias de exposição principais — como um volume suspenso sobre o local. A cobertura, por sua vez, se estreita e gira para dentro, em direção ao átrio estrutural central, que é feito de cristal, culminando em uma plataforma de observação triangular no ponto mais alto.
A envolvente externa atua como uma casca estrutural, cobrindo todo o pavilhão com uma grelha reticulada (gridshell). Esta solução estrutural possibilita um interior quase totalmente livre de pilares e estabelece o padrão da fachada como um mosaico de painéis de aço inoxidável em formato de losango. Esses painéis ascendem como escamas em um padrão gradual, servindo para adicionar textura e apelo visual como ornamento, além de permitir a incorporação de ventilação oculta atrás das peças e a introdução de luz natural indireta através da cobertura.
Essa luz natural é adicionalmente filtrada e dispersa pelo forro metálico perfurado que reveste o interior das três galerias. A entrada principal do Pavilhão é protegida por uma passagem aberta que foi 'escavada' no nível do solo, conectando a praça de acesso a vistas filtradas pelas copas das árvores em direção à futura cidade localizada ao sul. Um saguão de boas-vindas iluminado abriga um café e salas de reunião, levando a uma grande escadaria que ascende sob um pátio-átrio central de aspecto 'cristalino'.
Este pátio-átrio, delimitado por uma estrutura de vidro e grelha diagonal (diagrid), desempenha múltiplas funções: ele serve como um suporte estrutural central, oco e imponente; funciona como uma fonte de luz natural direcionada ao núcleo do edifício; e constitui um espaço aberto onde uma escada sobe em espiral até a plataforma de observação triangular no telhado.
A Torre de observação complementar, projetada para levar os visitantes a uma altitude ainda superior à paisagem circundante, possui uma forma correlata e auto-semelhante, também com planta em trevo, mas girada e torcida para complementar as vistas oferecidas pelo Pavilhão. Tanto o Pavilhão quanto a Torre estão equipados com iluminação LED integrada às suas superfícies metálicas, transformando-os em marcos luminosos durante a noite.