Um conjunto recente de documentos liberados pelo governo dos Estados Unidos detalha uma investigação conduzida sobre um possível fenômeno aéreo não identificado registrado no Brasil há mais de sessenta anos. Este caso está ligado a um objeto supostamente encontrado após um relato de queda na cidade de Conde, localizada na Bahia.
Os registros indicam que o incidente ocorreu em novembro de 1963 e atraiu a atenção de entidades americanas após informações provenientes do Rio de Janeiro mencionarem uma estrutura metálica de grandes proporções e a presença de um indivíduo morto.
As autoridades norte-americanas solicitaram uma apuração para checar as notícias veiculadas pela imprensa, mas concluíram que não havia provas suficientes para validar o ocorrido. O Consulado dos EUA no Rio de Janeiro classificou o relato como não comprovado.
Esses materiais fazem parte de uma nova série de divulgações de documentos referentes aos Fenômenos Anômalos Não Identificados, conhecidos pela sigla UAP. O acervo foi organizado através do sistema Pursue, criado especificamente para compilar arquivos governamentais sobre tais eventos.
Entre os documentos disponibilizados encontram-se três telegramas que narram as distintas fases da investigação. O primeiro, datado de 8 de novembro de 1963, registra que uma agência de inteligência estrangeira da CIA monitorou uma transmissão em português sobre um alegado acidente envolvendo uma grande esfera metálica com um ocupante falecido.
Seis dias depois, em 14 de novembro, o Departamento de Estado dos Estados Unidos enviou uma requisição ao seu consulado no Rio de Janeiro para averiguar a veracidade das informações divulgadas pela mídia brasileira. Este pedido de investigação referia-se a uma matéria que descrevia o objeto como um grande balão metálico tripulado, mencionando também que o suposto ocupante utilizaria um traje similar a um uniforme espacial com marcas consideradas incomuns.
A fase final da investigação aconteceu em 20 de novembro, momento em que o consulado remeteu suas conclusões ao governo dos EUA. O documento citado fez menção a uma declaração do Ministério da Aeronáutica brasileiro, que negou a existência de qualquer objeto desconhecido na área de Conde.
O relatório consular também assinalou que nenhuma evidência foi encontrada capaz de confirmar o episódio. De acordo com a documentação divulgada, os relatos jornalísticos teriam se originado de informações vindas do Rio de Janeiro e careciam de comprovação.
Esta investigação sobre o caso brasileiro insere-se em uma sequência de liberações de documentos realizadas pelos Estados Unidos ao longo de 2026. O governo estadunidense comunicou que novos arquivos serão disponibilizados progressivamente. A primeira divulgação ocorreu em 22 de maio e incluiu registros com relatos sobre esferas verdes e discos voadores. Outros materiais posteriormente liberados continham imagens ligadas a fenômenos supostamente observados por astronautas durante uma missão do ônibus espacial Columbia.



