Na África do Sul, observa-se uma crescente autonomia financeira das mulheres, o que se reflete em um progresso significativo na posse tanto de imóveis quanto de veículos. Em agosto, mês dedicado às mulheres, novos dados mostram uma transformação notável na dinâmica de propriedade.
Essas mudanças destacam um novo nível de domínio nos investimentos imobiliários, que anteriormente eram predominantemente masculinos, segundo Hayley Irvine-Downs da Lightstone Property. Ela observou uma mudança sustentada nos modelos de propriedade, à medida que mais mulheres sul-africanas adquirem propriedades, o que indica sua crescente confiança financeira e crença no setor imobiliário como investimento de longo prazo.
O domínio historicamente masculino no mercado imobiliário está passando por uma mudança de paradigma. De acordo com os relatórios mais recentes, as mulheres agora superam os homens no mercado de habitação. A proporção de casas pertencentes a mulheres como únicas compradoras aumentou drasticamente de 30% em 2014 para impressionantes 39% em 2025. Enquanto isso, a participação da propriedade conjunta por casais diminuiu de 39% para 30%.
É importante notar que 'compradoras únicas' são definidas como mulheres que são as únicas proprietárias registradas do imóvel, independentemente de seu status familiar ou de parceria. A tendência geral de aumento da propriedade tem implicações profundas: propriedades pertencentes exclusivamente a mulheres ou em conjunto com homens representam impressionantes 69% de todo o volume de propriedade, enquanto a participação masculina permanece estável em 31%.
A análise da Lightstone mostrou que, dos aproximadamente 200.000 negócios imobiliários realizados por pessoas físicas no último ano, 140.000 incluíram compradores únicos, dos quais 75.000 foram compostos por compradoras únicas. Além disso, cerca de 60.000 transações foram compras conjuntas, nas quais as mulheres colaboraram com compradores homens.
O aumento no número de compradoras é notável, especialmente no período de julho de 2024 a junho de 2025, o que é amplamente impulsionado pelo aumento da transferência de propriedades de baixo custo. Essa mudança também é visível nas faixas de preço de moradias acessíveis, onde as compradoras únicas superam significativamente suas colegas homens, especialmente nas categorias abaixo de R$ 250.000, de R$ 250.000 a R$ 500.000, de R$ 500.000 a R$ 750.000 e de R$ 750.000 a R$ 1 milhão.
Programas governamentais de apoio à habitação também desempenham um papel significativo nessa tendência: 26% das transferências para mulheres como proprietárias exclusivas são subsidiadas, em comparação com 21% para compradores homens únicos e 17% para compras conjuntas homem/mulher. Quando esses imóveis subsidiados são excluídos da análise, torna-se evidente que as compradoras preferem condições de moradia seguras: 12% escolheram Estate Freehold, 4% preferiram Estate Sectional Schemes, e impressionantes 37% optaram por imóveis no formato Sectional Scheme.
Mais de 47% das compradoras únicas entraram no mercado Freehold. Do ponto de vista financeiro, as compradoras geralmente gastam menos em média do que os homens: as mulheres pagam quase R$ 2,2 milhões por imóveis Estate Freehold e um pouco mais de R$ 1,5 milhão por imóveis Estate Sectional Scheme, sem subsídios. Além disso, as compradoras demonstram uma clara tendência à posse com o envelhecimento: aos 30 anos, as mulheres representavam 50% dos compradores, e aos 74 anos, esse número aumenta para 73%, indicando uma preferência por títulos seccionais.