A advogada de bem-estar Hutjo Motimele e a psicóloga clínica Dra. Keitumetse 'Tumi' Mashego pedem que as mulheres dediquem prioridade à saúde mental, ao autocuidado e ao bem-estar integral durante o Mês da Mulher.
Os especialistas em saúde mental enfatizam que as mulheres não devem esperar por uma situação de crise para procurar ajuda. No Dia da Mulher, elas recomendam fortemente integrar a terapia e o bem-estar emocional na rotina regular de autocuidado.
Em comemoração ao Dia da Mulher no país, aconselha-se as mulheres a se concentrarem no estado geral de saúde, incluindo atividade física, atenção plena, terapia, autocuidado e equilíbrio emocional.
Importância da Perspectiva Objetiva
A Dra. Keitumetse 'Tumi' Mashego, psicóloga clínica e esportiva, declarou ao IOL que o bem-estar oferece às mulheres a oportunidade de ter um interlocutor confiável e um espelho objetivo focado em seus melhores interesses. Ela observou que ter tal interlocutor de apoio ajuda a desenvolver a autoconsciência, que é uma habilidade importante na vida.
Mashego, que também é coach de produtividade e vida, explicou que a compreensão do bem-estar entre as mulheres está se transformando: ela está saindo das noções tradicionais baseadas na aparência e fitness para um foco mais abrangente na saúde mental, comunidade, equilíbrio e autocuidado sustentável.
Ela relatou como o conceito de autocuidado mudou: agora inclui intervenções em saúde mental, exames físicos abrangentes, e o reconhecimento de condições anteriormente consideradas 'normais', como perimenopausa, menopausa, dismenorreia (ciclos menstruais dolorosos), custo e acesso a produtos de higiene menstrual, fibromiomas e endometriose.
Além disso, o autocuidado engloba o trabalho interno, que implica priorizar o autocuidado, fazer pausas, estabelecer limites no trabalho e na vida pessoal, desenvolver pequenos hábitos diários fora dos papéis desempenhados no ambiente pessoal ou profissional, e definir restrições claras.
Mashego citou os problemas de saúde mental mais comuns enfrentados pelas mulheres: ansiedade, depressão, esgotamento devido ao trabalho e responsabilidades pessoais, como maternidade, consequências da síndrome da impostora, baixa autoestima, relacionamentos não saudáveis e maus limites. Ela também alertou sobre o estresse que pode agravar doenças físicas.
"Infelizmente, as mulheres estão sujeitas a um risco maior de várias formas de violência (violência no local de trabalho, variando de agressão sexual e assédio a 'síndrome de diminuição' por parte de colegas, bem como violência na esfera pessoal, como financeira, emocional, sexual, etc.) e suas consequências", informou a Dra. Keitumetse 'Tumi' Mashego.
Ela enfatizou que a comunicação e os laços sociais continuam sendo uma parte importante do bem-estar emocional, pois os seres humanos são naturalmente inclinados a alguma forma de conexão, e o sentimento de pertencimento através da comunidade desempenha um papel significativo.
Mashego refutou dois mitos sobre o autocuidado: primeiro, que não é uma prioridade ou é destinado apenas a certas pessoas; segundo, que se refere exclusivamente a eventos externos, ignorando o trabalho interno e o estado emocional. Ela também mencionou a estigmatização da busca por ajuda em saúde mental, quando as pessoas são frequentemente julgadas como 'loucas' ou 'fracas', o que aumenta o fardo para aqueles que já estão passando por dificuldades.
Caminho Pessoal para o Bem-Estar
Para Hutjo Motimele, de 32 anos, de Mankwenga, Limpopo, a decisão de colocar seu bem-estar em primeiro lugar foi resultado de uma jornada profundamente pessoal que começou em 2025. Ela relatou que anos de luta contra problemas de saúde iniciados na infância continuaram na vida adulta e afetaram sua vida diária. Essa experiência se tornou a motivação para uma abordagem séria ao seu bem-estar, terapia e autocuidado, a partir do início de 2025.
No entanto, o caminho para a melhoria da saúde não foi isento de dificuldades. Os momentos mais difíceis foram a dependência e as tentativas de se encaixar até mesmo em casas alheias. No entanto, o autocuidado a ensinou a aceitar seu próprio caminho de saúde sem comparação com os outros. Ela observou que as mudanças mais significativas ocorreram com a inclusão de ervas naturais, temperos alimentares e suplementos em seu estilo de vida.
Motimele pediu às mulheres que coloquem a si mesmas e seu bem-estar em primeiro lugar, aconselhando: "É importante encher o seu próprio copo antes de servir aos outros... Caso contrário, eles sempre estarão batendo à porta dos médicos, embora pudessem ser curados por dentro". Ela aconselhou quem está começando sua jornada a simplesmente começar com o que tem, transformando isso em um estilo de vida, e não em uma prática temporária, enfatizando que nutrição, hábitos, ambiente e associações devem contribuir para a formação de uma pessoa melhor.
Hutjo Motimele, fundadora da Pebetse Health and Wellness Spa, disse que sua experiência pessoal a inspirou a ajudar os outros a aceitarem o autocuidado sem a pressão da sociedade. Ela abriu seu spa em agosto de 2025, motivada pelo desejo de que as pessoas se sentissem confortáveis e se amassem de forma saudável, sem corresponder a padrões sociais.
Em conclusão, Mashego recomendou passos práticos para manter uma boa saúde mental, incluindo a procura de um profissional de saúde mental registrado para consultas regulares. Ela insistiu que esse suporte deve fazer parte do bem-estar emocional contínuo, e não apenas uma reação a uma crise. A autoanálise regular ajuda a prevenir o agravamento do estado mental e a entender os pontos cegos, promovendo o desenvolvimento da inteligência emocional e do autocontrole, o que é crucial tanto na vida pessoal quanto na profissional. Ela também aconselhou a focar no bem-estar integral, desenvolver hobbies fora das obrigações e formar uma personalidade que vá além dos papéis de trabalho e familiares.
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