O governo nigeriano anunciou na quarta-feira um progresso significativo no combate à malária: a prevalência da doença caiu de 42% em 2010 para 15% em 2025, resultado de mais de uma década de medidas de controle contínuas.
O Ministro Federal de Saúde e Bem-Estar Social da Nigéria, Isiak Adekunle Salako, observou que essa redução demonstra um sucesso substancial no enfrentamento da malária no país mais populoso da África e marca um grande marco na saúde pública.
Em discurso perante jornalistas, Salako explicou os resultados alcançados através de um conjunto de medidas, incluindo controle de vetores, expansão do acesso ao diagnóstico e tratamento, fortalecimento dos sistemas de vigilância epidemiológica, programas de prevenção e implementação bem-sucedida da profilaxia química sazonal da malária (SMC) na parte norte da Nigéria.
No entanto, ele enfatizou que a Nigéria continua a suportar o maior fardo mundial de malária, representando cerca de 24,3% dos casos globais. A malária permanece uma das principais causas de mortalidade entre crianças menores de cinco anos, o que exige intervenções adicionais baseadas em evidências científicas para acelerar a erradicação da doença.
Além disso, Salako informou que o governo implementou tratamento preventivo periódico para bebês nos estados não cobertos pelo SMC, seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde para países endêmicos de malária.
Em outubro de 2024, a Nigéria incluiu a vacina gratuita contra a malária em seu programa de imunização rotineira para crianças até um ano de idade. Na primeira fase da campanha, foram distribuídas mais de 800.000 doses da vacina.
De acordo com o Relatório Mundial sobre Malária de 2025, em 2024, quase 200.000 mortes relacionadas à malária ocorreram na Nigéria, sendo o maior risco mantido em mulheres grávidas e crianças menores de cinco anos.


