A Ministra das Finanças Nirmala Sitharaman afirma que as transformações econômicas de 1991, conduzidas pelo governo de P.V. Nehru, foram causadas pela crise da balança de pagamentos, e não foram resultado de uma escolha consciente.
Ao discursar no 23º Fórum de Política da Índia, organizado pelo Conselho Nacional de Pesquisa Econômica Aplicada (NCAER) em Nova Deli, Sitharaman enfatizou que, apesar da importância dessas reformas, elas foram implementadas em meio a uma grave crise da balança de pagamentos, tornando-as um ato de necessidade forçada, e não uma decisão voluntária.
Ela observou que o aceleramento do desenvolvimento ocorreu por volta do início do novo milênio, aludindo às reformas realizadas pelo governo da Aliança Democrática Nacional liderada por Atal Bihari Vajpayee. Após isso, o país passou por mudanças radicais.
Sitharaman declarou que o desenvolvimento econômico, a conectividade física e a infraestrutura digital subiram ao topo da agenda nacional. O governo da Coalizão Progressiva Unida ocupou o cargo de 2004 a 2014, aproveitando esse impulso.
Listando várias medidas adotadas nos últimos 12 anos sob o Primeiro-Ministro Narendra Modi, ela informou que a Índia ganhou ritmo para acelerar quando o cenário externo se tornou desfavorável. Ela acrescentou que eventos raros como 'cisnes negros' tornaram-se fenômenos regulares, mas a Índia não permitiu que esses abalos se tornassem motivo para estagnação. Além disso, milhões de indianos saíram da pobreza.
Quando a Índia ganhava velocidade, o ambiente externo piorou drasticamente devido a falhas sucessivas e incerteza global sem precedentes. Sitharaman falou sobre a iniciativa governamental 'Viksit Bharat' — transformar a Índia em um país desenvolvido até 2047, descrevendo isso não como uma ambição sem precedentes, mas como uma recuperação. Para alcançar esse objetivo, na opinião da ministra das finanças, o país precisa se livrar dos resquícios do 'pensamento colonial' e rejeitar a 'psicologia da vítima'.
A ministra das finanças esclareceu que o objetivo é criar uma 'grande sociedade' baseada no legado civilizacional. Ela salientou: 'Nosso destino é ser próspero, sem nos tornar consumistas; rico, sem nos tornarmos materialistas; e globalmente bem-sucedido, sem perder nosso caráter civilizacional.'
Sitharaman também afirmou que o modelo indiano não é nem consumista nem mercantilista, pois a riqueza ganha sentido quando fortalece a sociedade. Ela alertou que 'a filosofia dos direitos individuais por si só, sem responsabilidade coletiva, afetará nossas gerações futuras.'


