A presidente da Iniciativa Liberal (IL), Mariana Leitão, manifestou críticas às declarações de um ministro que indicou que prestará esclarecimentos apenas quando julgar oportuno ou 'a seu tempo'. Para a líder do partido, essa postura reforça a necessidade urgente de a presença de Luís Neves no Parlamento.
Fiscalização governamental
Mariana Leitão defendeu que a Assembleia da República é o local adequado para fiscalizar e examinar o Governo, enfatizando que os partidos políticos têm o dever de solicitar respostas em nome dos cidadãos portugueses. A dirigente acrescentou que o ministro já teve múltiplas chances para elucidar a situação, e o adiamento dessas explicações é considerado 'inadmissível', pois compromete a confiança nas instituições, no Ministério da Administração Interna, no Governo e na Polícia Judiciária.
A líder da IL informou que, se Luís Neves fornecer todos os esclarecimentos necessários, o partido fará uma avaliação correspondente, mas ressaltou que a seriedade do caso demanda uma resposta célere e transparente.
Exigência de redução de impostos
Para além das críticas ao ministro da Administração Interna, a Iniciativa Liberal realizou uma ação pública nesta sexta-feira focada no encarecimento dos combustíveis. Em Lisboa, na Rotunda do Relógio, Mariana Leitão fez um apelo ao Governo para que implemente uma proposta da IL, que foi aprovada pelo Parlamento em abril, referente à diminuição do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP).
Esta proposta visa suspender os limites mínimos do ISP, possibilitando ao Poder Executivo reduzir esse imposto sem estar sujeito às restrições legais atuais. Segundo Mariana Leitão, embora a iniciativa tenha sido aprovada pela Assembleia da República, ela ainda não foi colocada em prática pelo Governo. A líder liberal mencionou que o PSD votou contra a medida, mas sustentou que o Parlamento detém a soberania e que o Executivo tem a obrigação de cumprir as propostas aprovadas.
A presidente da IL também acusou o Governo de demonstrar pouca sensibilidade face ao aumento constante dos preços dos combustíveis, argumentando que manter a tributação inalterada implica continuar a gerar receita em detrimento do esforço financeiro das famílias.