O presidente do parlamento iraniano criticou as declarações dos Estados Unidos, classificando-as como 'diplomacia teatral em contínuo'. Qalibaf expressou sua opinião nas redes sociais, referindo-se às repetidas afirmações de Donald Trump, que frequentemente interrompia ataques anunciados contra o Irã sob a alegação de que a República Islâmica solicitava negociações.
O principal negociador do Irã exigiu que as partes reconhecessem os fatos e cumprissem seus acordos, declarando que 'não precisamos de mais teatro'. Ele também sustentou que utilizar a intimidação, promessas não cumpridas e notícias falsas como meio de barganha constitui uma tática ineficaz.
Neste contexto, Donald Trump publicou nas redes sociais que, no Irã, 'um país que tem sido devastado com o objetivo de nunca se permitir que disponha de uma arma nuclear, as coisas estão a correr muito bem!'.
Os Estados Unidos e o Irã encontram-se em estado de guerra desde 28 de fevereiro, após uma ofensiva coordenada entre Israel e os Estados Unidos. Em resposta, Teerão realizou ataques na região e anunciou o bloqueio do Estreito de Ormuz.
Anteriormente, em 17 de junho, as duas nações haviam assinado um memorando de entendimento que previa um cessar-fogo imediato e a abertura de negociações por um período de 60 dias visando um acordo de paz definitivo. Contudo, as partes retornaram ao confronto militar.
Teerão reintroduziu o anúncio de restrições no Estreito de Ormuz, por onde circulavam 20% do comércio de petróleo mundial antes do conflito, enquanto Washington reiniciou um bloqueio naval nos portos iranianos. Trump, por sua vez, ordenou a suspensão dos ataques aéreos, alegando ter agido a pedido de países mediadores e da própria República Islâmica. No entanto, esta última nega a ocorrência de conversações com Washington, afirmando negociar apenas com Omã sobre a passagem pelo Estreito de Ormuz.

