Após adiar o encerramento por cerca de oito meses, o Google estabeleceu uma data final para desativar o Google Assistente: 4 de setembro. A partir dessa data, o serviço deixará de operar em celulares, e os usuários serão direcionados para o Gemini, que funciona como o termo geral para as tecnologias de inteligência artificial da companhia.
A informação sobre o desligamento foi comunicada aos usuários através de e-mails enviados pelo próprio Google. Nestas mensagens, a empresa esclarece que a remoção ocorrerá de maneira progressiva ao longo de várias semanas. O comunicado alerta que, assim que a disponibilidade for encerrada, não será possível retornar ao Assistente em dispositivos móveis, tablets ou aparelhos conectados.
Conforme detalhado no e-mail, a inteligência artificial assumirá as funções de assistente em aparelhos que atendam aos requisitos mínimos do sistema e estejam localizados em regiões onde o Gemini já esteja acessível. Há expectativa de que essa transição também seja implementada no Brasil.
O Google Assistente foi introduzido em 2016 como uma resposta direta da empresa à Siri da Apple, e começou a oferecer suporte em português em 2017.
Com esta atualização, o Gemini se tornará a opção padrão para realizar buscas, comandos rápidos, interações por voz e tarefas integradas ao sistema em diversos dispositivos, incluindo celulares, relógios com Wear OS, fones de ouvido e automóveis equipados com Android Auto.
É importante ressaltar que, além do comando «Ei, Gemini», a expressão «Ok Google» continuará funcional, trabalhando em conjunto com o botão de energia e outros gestos utilizados para acionar o assistente. O Gemini será o responsável por gerenciar múltiplas funções, embora dispositivos domésticos, como Google Home e TVs com Google TV, fiquem de fora desta fase inicial de implementação, segundo o site 9to5Google.
Inicialmente, o término do Google Assistente estava programado para o ano anterior, mas o Google estendeu o suporte enquanto realizava ajustes no Gemini. Quando foi lançado como opção de assistente em 2024, sob o nome Gemini Live, a ferramenta recebeu críticas por não conseguir executar ações simples, como configurar alarmes. Contudo, o aplicativo passou por modificações e agora possui essa capacidade, além de poder alterar configurações do aparelho. De acordo com o site Android Authority, as páginas de suporte do Google começaram a enfatizar que o Gemini é capaz de cumprir os comandos do assistente anterior e proporcionar interações mais naturais.
Adicionalmente, o Google concedeu licença do seu modelo de IA proprietário para a Apple. Este acordo possibilita que a Siri, assistente dos sistemas da empresa, se torne mais conversacional e execute um maior número de tarefas diretamente no dispositivo.