A NASA divulgou uma atualização nesta quarta-feira (5) sobre os preparativos da missão Artemis 3, a próxima fase do programa destinado a retornar astronautas à superfície lunar. A agência informou que o desenvolvimento desta nova missão está progredindo mais rapidamente do que o inicialmente planejado, sucedendo o sucesso da Artemis 2.
As equipes estão intensificando a montagem tanto da espaçonave Orion quanto do foguete Space Launch System (SLS). O cronograma de integração dos equipamentos demonstrou um desempenho superior ao da missão anterior, o que possibilitou adiantar várias etapas cruciais da preparação.
Resumo dos Avanços
Um avanço notável ocorreu na quinta-feira (30), quando o módulo de tripulação da Orion foi conectado ao módulo de serviço no Edifício de Operações e Verificação Neil Armstrong, situado no Centro Espacial Kennedy (KSC), na Flórida. Esta união representa uma das fases mais vitais na construção da espaçonave.
Após a verificação individual de cada componente, os engenheiros procederam à ligação das duas estruturas que compõem a Orion. Esta nave transportará os astronautas Randy Bresnik, Andre Douglas e Frank Rubio, da NASA, juntamente com Luca Parmitano, astronauta da Agência Espacial Europeia (ESA). Durante a Artemis 3, o módulo de tripulação servirá como abrigo e suporte aos tripulantes, enquanto o módulo de serviço fornecerá energia, sistemas de suporte e propulsão essenciais para toda a jornada espacial.
A missão Artemis 3 visa validar tecnologias indispensáveis para as fases subsequentes do programa Artemis, incluindo testes de encontro e acoplamento com protótipos dos sistemas comerciais de pouso humano, como o Blue Moon da Blue Origin e o Starship da SpaceX.
O próximo passo consiste em energizar a espaçonave completamente integrada pela primeira vez. Posteriormente, a NASA conduzirá novos testes funcionais e elétricos antes de finalizar a instalação dos equipamentos restantes na Orion.
Os preparativos do foguete SLS também seguem adiante no KSC. As equipes responsáveis pelos sistemas terrestres concluíram as inspeções nos segmentos dos propulsores de combustível sólido, e a montagem dessas estruturas teve início em julho dentro do Edifício de Montagem de Veículos.
Outro marco importante foi a entrega do motor RS-25, realizado em 21 de julho pelo Centro Espacial Stennis, no estado do Mississippi. Este equipamento será integrado ao estágio central do foguete, formando o conjunto propulsor para o lançamento da missão.
Paralelamente, no Centro de Voos Espaciais Marshall, no Alabama, técnicos finalizaram a soldagem da estrutura cilíndrica destinada à Artemis 3. Atualmente, esta peça está passando por inspeções antes da fixação dos anéis estruturais que completarão sua montagem.
Diferentemente de missões anteriores, a Artemis 3 utilizará um espaçador não propulsivo no lugar do estágio de propulsão criogênica intermediário. Como esta estrutura mantém as mesmas dimensões e pontos de conexão, sua integração ao foguete não exige alteração no projeto original; o estágio previsto foi realocado para a Artemis 4.
A NASA também está aumentando o aproveitamento de componentes para otimizar custos e acelerar o cronograma. Protótipos estruturais dos adaptadores da Orion e do veículo lançador, previamente testados na Artemis 1, estão sendo inspecionados e atualizados para uso na Artemis 3.
Outra estratégia envolve a reutilização de materiais da própria Artemis 2. Componentes do módulo de tripulação da Orion serão novamente utilizados, o que permite antecipar em cerca de três meses a instalação de certas partes da Artemis 3. Essa tática também beneficia a Artemis 4, que receberá peças originalmente destinadas à missão anterior com mais de seis meses de antecedência.
De acordo com a NASA, mais de 250 componentes da Orion usados na Artemis 2 serão reaproveitados nas missões Artemis 4 e Artemis 5. Essa iniciativa contribui para a redução de desperdícios, diminuição de custos e aceleração da preparação das futuras expedições lunares.
A agência também ressalta que as experiências adquiridas em missões passadas tornaram o processo mais eficiente. Melhorias nos equipamentos terrestres e ajustes na manutenção pós-Artemis 2 resultaram em uma redução de quase quatro meses no tempo necessário para preparar os propulsores sólidos e diminuíram em aproximadamente 50% o prazo de retorno da torre móvel ao edifício de montagem.
Com todos esses progressos, a NASA almeja elevar a frequência das futuras missões do programa Artemis. O objetivo principal é validar sistemas essenciais para a exploração humana da Lua e pavimentar o caminho para operações mais complexas, incluindo o primeiro pouso de astronautas na Lua após mais de cinquenta anos, previsto para a Artemis 4 em 2028.
