A ministra das Finanças declarou que o governo pretende continuar a racionalização das tarifas no orçamento de 2027-2028 (FY28), buscando reduzir os direitos aduaneiros na maioria dos bens para um nível de um único dígito.
O Conselho Nacional de Pesquisa Econômica Aplicada (National Council of Applied Economic Research) em Nova Delhi foi o local onde Nirmala Sitharaman fez esta declaração na terça-feira. Ela esclareceu que, com exceção de algumas posições, os direitos aduaneiros podem cair para indicadores de um único dígito até o orçamento de 2027-2028. Anteriormente, a racionalização das taxas foi realizada excluindo 13 bens.
A racionalização dos direitos aduaneiros é o próximo passo na agenda do governo após a conclusão de trabalhos semelhantes em impostos corporativos, imposto de renda e Imposto sobre Bens e Serviços (GST) nos últimos seis anos.
O governo já obteve sucesso na otimização das taxas básicas de direitos aduaneiros, reduzindo o número de categorias tarifárias para oito, incluindo a taxa 'zero'. No orçamento de FY26, sete taxas tarifárias foram eliminadas, complementando as sete taxas removidas no orçamento de FY24.
De acordo com as estimativas do governo, como resultado da racionalização realizada, a taxa média de direito aduaneiro na Índia caiu de 11,65% para 10,66%.
Discussão sobre a dívida pública
Além disso, comentando sobre a dívida pública da Índia, a ministra das Finanças enfatizou que o governo está fazendo esforços conscientes para atrair empréstimos exclusivamente com o objetivo de criar capital.
Sitharaman observou que nenhum país pode funcionar apenas com seus próprios recursos, mas é necessário ponderar cuidadosamente o volume, o tempo e o objetivo dos empréstimos. Ela acrescentou que os fundos arrecadados devem ser direcionados para a criação de ativos, pois isso gera dividendos.
Após a pandemia de Covid-19, o governo aumentou seus gastos de capital para estimular o efeito multiplicador na economia. Nos últimos cinco anos, o governo central quase triplicou seus gastos de capital.
A ministra afirmou que foram os gastos públicos, mantidos por muitos anos com a certeza de que a economia indiana se beneficiaria deles, que ajudaram o setor privado a se ativar. Agora, as empresas privadas assumem riscos e investem fundos para aproveitar o crescimento observado na Índia.
Ela recomendou que os estados sigam a mesma abordagem — atrair financiamento para a criação de ativos. Ao mesmo tempo, alertou que é necessário gerenciar os empréstimos de forma consciente para que não se tornem um fardo para as gerações futuras.
A ministra também salientou que o crescimento anual da receita própria deve compensar o fardo da dívida para que ele diminua gradualmente. Foi mencionado que alguns estados recorreram ao Centro por ajuda na reestruturação da dívida e redução do ônus de juros, e o Ministério das Finanças trabalha com essas regiões sem citar seus nomes.
De acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), a dívida pública total da Índia em 2026 era de 83,4%.



