A Maserati pode reintroduzir motores V8 em seus veículos. Conforme declarado pelo chefe de engenharia da marca, Davide Danesin, existe tanto interesse por parte dos clientes quanto viabilidade técnica para equipar alguns modelos atuais com um V8. Contudo, atualmente, não há planos oficiais para um novo Maserati V8.
Os modelos mais propensos a receber essa motorização seriam o GranTurismo e o GranCabrio, pois foram projetados para aceitar diversas configurações de motor. Danesin mencionou que até mesmo o Grecale poderia ser adaptado para um V8, embora essa aplicação em um SUV compacto seja considerada menos natural em comparação com os dois GT.
A decisão final dependerá da estratégia corporativa e do volume de demanda. O engenheiro acredita que a Maserati seria capaz de vender um modelo V8, mesmo que em pequenas quantidades, e observou um crescente interesse do mercado por motores de maior porte. Apesar disso, a própria Maserati não vê o V8 como essencial para elevar o desempenho de seus carros, visto que o atual V6 Nettuno 3.0 biturbo atinge 590 cv no GranTurismo e no GranCabrio Trofeo, potência suficiente para ultrapassar 320 km/h.
Acredita-se que a discussão sobre o retorno do V8 seja mais emocional do que técnica. Embora um V8 não mude o desempenho, ele poderia ser percebido como mais coerente com a identidade do GranTurismo, especialmente considerando que essa linha construiu grande parte de sua imagem em torno dos V8 da Ferrari. Ainda não há informações sobre a origem ou especificações desse motor potencial, o que representa o maior obstáculo para o retorno dos V8. Alguns sugerem que seria mais prudente deixar essa possibilidade para a Ferrari e focar a identidade da nova Maserati nos motores de seis cilindros, mantendo a marca entre Ferrari e Alfa Romeo no grupo.
Novidades da Mercedes-AMG
A Mercedes-AMG lançou o GT53, a nova versão de entrada do esportivo elétrico. Este modelo, com design chamativo, difere do topo de linha por não possuir o sistema de três motores, mas ainda assim entrega 543 cv e consegue atingir 100 km/h em 3,5 segundos.
O novo AMG GT de quatro portas é totalmente elétrico e foi apresentado em maio com três motores de fluxo axial desenvolvidos pela Yasa — um no eixo dianteiro e dois no traseiro. Na configuração mais potente, o GT63, o conjunto gera 1.170 cv e acelera de 0 a 100 km/h em pouco mais de dois segundos.
Para criar o GT53, a AMG substituiu todo o conjunto mecânico, utilizando dois motores síncronos de ímãs permanentes, um em cada eixo, em vez do trio de fluxo axial. Os 543 cv representam apenas a potência máxima de pico, sendo que a potência contínua utilizada é de 367 cv. Além disso, a velocidade máxima é limitada eletronicamente a 230 km/h.
Apesar da menor potência, o GT53 se aproxima mais da proposta de grand tourer, graças à bateria de 106 kWh, que promete uma autonomia próxima de 800 km no ciclo WLTP. A Mercedes informa que é possível recuperar 480 km de autonomia em dez minutos, mas isso requer uma potência de recarga de 600kW, algo quase inatingível em carregadores públicos. Em termos de experiência do motorista, o GT53 possui borboletas que simulam trocas de marcha — uma solução vista como menos avançada que a da Ferrari Luce — e o sistema de som reproduz o rugido de seis cilindros do antigo AMG E53 Coupé. A suspensão é pneumática e oferece modo esportivo. Os preços do GT53 ainda não foram divulgados, mas espera-se que ele se posicione próximo às versões de entrada do Porsche Taycan.
Iniciativa da Mercedes-Benz para Clássicos
Muitos veículos são vistos apenas como bens de consumo, mas outros se transformam em itens de coleção. Reconhecendo isso, a Mercedes-Benz criou o Mercedes-Benz Classic Birth Document, um tipo de «certidão de nascimento» para carros fabricados entre 1º de janeiro de 1986 e 31 de dezembro de 2010.
Este documento compila dados extraídos diretamente dos arquivos históricos da montadora alemã. As informações detalhadas incluem o número de chassi (VIN/FIN), data de emissão e modelo exato, cor original da pintura e código do acabamento interno, numeração original do motor e da transmissão, além da lista completa de opcionais instalados na fábrica.
Para quem está restaurando um W124, R129 SL ou W140 Classe S, este documento funciona como um guia minucioso para assegurar que a restauração siga rigorosamente os padrões originais de fábrica. A apresentação segue o padrão da marca, sendo impressa em papel de alta gramatura e guardada em um estojo especial com o brasão da empresa em relevo.
É importante notar que este papel não constitui um certificado de autenticidade; ele apenas comprova como o veículo saiu da linha de produção, sem atestar seu estado atual de conservação, a originalidade das peças modernas ou seu valor de mercado. Infelizmente, o serviço está restrito, por enquanto, a veículos localizados na Alemanha. A marca planeja expandir esta novidade para outros mercados europeus futuramente, mas não há previsão de chegada ao continente americano. Adicionalmente, modelos AMG, vans e veículos da marca Smart foram excluídos deste programa inicial.
Aston Martin utiliza seu nome como garantia de empréstimo
A Aston Martin realizou uma transação incomum ao ceder 50,1% de sua propriedade intelectual referente ao nome «Aston Martin» para a Authentic Brands, uma plataforma americana de mídia, esportes e entretenimento. Essa ação, embora pareça extrema, foi parte de um acordo para que a Aston Martin obtivesse um financiamento de dívida de até £550 milhões (aproximadamente US$ 740 milhões) junto ao fundo HPS, administrado pela BlackRock.
Na prática, a fabricante renunciou a uma parcela significativa dos royalties de futuros produtos licenciados (como relógios, jaquetas ou perfumes) para obter liquidez imediata, refinanciar débitos pendentes e manter suas operações. Isso demonstra que, no cenário corporativo contemporâneo, até mesmo o nome pode servir como garantia para garantir a continuidade do negócio.
No entanto, essa manobra discreta provocou uma reação corporativa. Um grupo de credores antigos enviou uma notificação ao conselho de administração ameaçando mover uma ação judicial. A alegação central é que a Aston Martin retirou um ativo valioso do conjunto de garantias que protegia empréstimos anteriores, sem oferecer aos investidores a oportunidade de cobrir a oferta e prover o novo financiamento, o que, segundo os credores, violou cláusulas contratuais sérias.
Como resultado, a fabricante britânica lendária tornou-se acionista minoritária no uso comercial das palavras «Aston Martin» fora do segmento automotivo. A prática de fracionar o próprio nome para injetar capital no caixa tornou-se recorrente; há poucos meses, a marca arrecadou £ 50 milhões vendendo os direitos do nome para sua própria equipe de Fórmula 1. Enquanto os executivos se recusam a comentar as ameaças de litígio, resumindo o acordo apenas como «vital para a empresa», persiste a impressão de que a Aston Martin está arriscando partes de sua essência para manter seus motores funcionando.



