De acordo com o Ministério da Saúde congolês, os dados recolhidos até 4 de agosto indicam que a taxa de mortalidade atual associada ao Ebola atingiu 45,3%. Atualmente, 674 indivíduos encontram-se hospitalizados ou em isolamento, enquanto 776 pessoas estão em recuperação da enfermidade.
A taxa de rastreio de contactos foi registada em 75,3%. O surto de Ebola afetou cinco províncias na República Democrática do Congo: Ituri, que serve como epicentro da epidemia, juntamente com Kivu do Norte, Kivu do Sul, Haut-Uélé (localizado no leste) e Tshopo (situado no centro-norte).
O Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) da República Democrática do Congo alertou que, apesar de não ter ocorrido nova disseminação geográfica nas 24 horas anteriores ao relatório, a epidemia permanece numa fase de transmissão contínua, caracterizada por uma elevada circulação viral.
Este representa o décimo sétimo surto de Ebola a atingir a RDCongo. A Organização Mundial de Saúde (OMS) notou que este surto apresenta o crescimento mais acelerado de infeções comparativamente a qualquer outro surto desde o seu início.
Contudo, a situação ainda está aquém da pior epidemia de Ebola da história, que teve lugar na África Ocidental entre 2014 e 2016, resultando em cerca de 11.000 óbitos e 28.000 infeções.
O país vizinho, Uganda, onde a doença também se propagou, anunciou estar livre de Ebola em 28 de julho, após confirmar 20 casos, sendo 15 deles classificados como importados da RDCongo, dos quais duas mortes foram registadas.
O surto em questão está relacionado com a estirpe Bundibugyo, cuja taxa de letalidade oscila entre 30% e 50%, e para a qual a OMS informa que não existe vacina ou tratamento específico autorizado. O vírus Ebola transmite-se através do contacto direto com fluidos corporais de seres humanos ou animais infetados, causando febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragias internas.

