Marco Massotti, proprietário do Sharks, divulgou uma carta aberta aos torcedores para explicar os motivos do amplo rebranding do clube, que é o mais significativo em sua história profissional. Em um apelo pessoal, Massotti reflete sobre seu longo vínculo com as cores preto e branco, reconhece as decepções das últimas temporadas e expõe sua visão para construir um futuro mais sólido e forte para o Sharks rugby.
Ele recorda o lugar nas arquibancadas do setor Sudoeste no Hollywoodbets Kings Park, que se tornou especial para ele. Foi lá que ele sentava com seu pai, Vaneo Massotti, e percebeu pela primeira vez que apoiar o The Sharks era algo mais do que apenas rugby; era família, província e identidade. Ele declarou que deixou o estádio para sempre tornando-se um 'Shark'.
Massotti observou que assumir o papel de proprietário controlador do The Sharks nunca foi puramente uma decisão de negócios, mas sim a escolha de um torcedor que não podia mais ficar de fora. Todas as suas ações desde então foram guiadas por uma única tarefa simples: melhorar o clube e institucionalizar a excelência que ele merece. Essa responsabilidade influenciou todas as decisões tomadas, incluindo as difíceis.
Ele admitiu que a temporada passada não correspondeu aos padrões do clube nem às expectativas dos fãs, embora tenha notado que os últimos anos não estiveram isentos de sucessos. No entanto, segundo ele, eles permitiram aprender lições sobre como criar algo mais estável do que a inconsistência que frequentemente caracterizou o clube. Ele expressou compreensão tanto pela lealdade dos torcedores quanto daqueles que se afastaram do apoio, já que cuidar se tornou difícil.
Hoje foi apresentada a mudança mais significativa na história do The Sharks. Massotti enfatizou que a decisão pelo novo emblema não foi tomada por causa de um novo logotipo, mas porque o clube merece um futuro mais forte. Ele esclareceu que isso vai muito além do design, visando garantir que daqui a trinta anos um novo torcedor possa amar este clube tanto quanto ele mesmo.
Razões da evolução do clube
Quando questionado sobre os motivos desse passo, a resposta reside na própria essência do clube. Os Sharks nunca esperaram que o jogo mudasse; eles sempre buscaram moldar o futuro do rugby. Eles fizeram isso em 1996, tornando-se o The Sharks, e alcançaram sucesso ao abraçar transformações e implementar novas formas de interação com os torcedores através de mídias e plataformas digitais. Esta próxima fase de desenvolvimento não é um afastamento da história, mas uma continuação dela.
Além disso, o esporte profissional passou por mudanças. Hoje prosperam aqueles clubes que são não apenas fortes em campo, mas também marcas poderosas, desenvolvendo comunidades, atraindo parceiros e criando experiências desejadas pelos torcedores. Esse crescimento é importante não por sucesso comercial, mas porque permite que os clubes invistam em jogadores, treinadores, academias e infraestrutura, garantindo sustentabilidade a longo prazo. Para que o The Sharks possa competir com os melhores do mundo, eles precisam continuar a evoluir.
Massotti reconhece que mudanças dessa magnitude não são fáceis, pois para muitos esse emblema está profundamente ligado à sua vida, vive em fotos de família e camisas favoritas. Por isso, ele afirma claramente: 'Nosso emblema está evoluindo. Nossa DNA permanece a mesma'. A fome, a resiliência, a coragem e o orgulho de representar KwaZulu-Natal — essas qualidades não mudam. Esta transformação não substitui a história, mas garante seu futuro.
O clube pertenceu a gerações de torcedores muito antes dele se tornar proprietário e pertencerá a gerações após sua saída. Sua tarefa é cuidar dele durante o tempo em que ele está lá. Cada novo apoio inspirado, cada parceria significativa, cada investimento no rugby e cada jovem jogador que veste essa camisa serve a um único propósito: passar o clube para a próxima geração em um estado mais forte do que o em que o recebeu.
Ele pede aos torcedores que julguem seu trabalho pelo que o clube se tornará nos próximos anos: pelo jogo que apresentarão, pelas pessoas que formarão e pelo orgulho que sentirão ao vestir o preto e branco. Massotti conclui afirmando que o clube nunca pertenceu a um único proprietário; ele pertence a cada jogador que vestiu a camisa, a cada torcedor que preencheu o Hollywoodbets Kings Park e a cada criança que sonha em representar KwaZulu-Natal. Sua promessa é melhorar o clube e ajudar a institucionalizar sua merecida excelência.

