Na quinta-feira, pessoas se reuniram no Parque Memorial da Paz de Hiroshima para homenagear as vítimas do bombardeio atômico da cidade japonesa, ocorrido há 81 anos.
Em 6 de agosto de 1945, os Estados Unidos lançaram uma bomba atômica em Hiroshima. Estima-se que cerca de 140.000 pessoas morreram até o final de 1945. Três dias depois, outra bomba atômica foi lançada em Nagasaki, matando aproximadamente 74.000 pessoas até o final do ano.
Durante a Primeira Guerra Sino-Japonesa, Hiroshima serviu como sede das operações militares japonesas. Durante a Segunda Guerra Mundial, também foi uma grande cidade militar com muitas fábricas de guerra e era uma base chave para as forças japonesas atuando no exterior. Os Estados Unidos afirmavam que os bombardeios atômicos visavam acelerar a rendição do Japão.
Por muitos anos, o Japão se apresentou como vítima da Segunda Guerra Mundial, raramente abordando o contexto histórico dos bombardeios ou os enormes sofrimentos causados pelo militarismo japonês à China e a outros países asiáticos durante a guerra.
No entanto, agora a mídia japonesa relata que a administração de Takaichi está buscando mudar os princípios fundamentais do país — os Três Princípios de Não Nuclearidade: não possuir, não produzir e não permitir a introdução de armas nucleares no território japonês. Este suposto passo gerou ampla preocupação tanto no próprio Japão quanto na comunidade internacional.



