A Meta divulgou nesta quarta-feira, dia 5, o lançamento do Muse Code, um agente de programação concebido para competir com as soluções de inteligência artificial oferecidas por companhias como OpenAI e Anthropic. A empresa posicionou esta ferramenta como uma opção mais acessível para realizar tarefas de desenvolvimento de software.
Este novo produto integra a estratégia da Meta de converter seus investimentos em inteligência artificial em aplicações que gerem retorno comercial. Essa ação surge após exigências dos investidores por resultados tangíveis, dado os grandes aportes feitos em infraestrutura computacional e profissionais especializados.
A companhia comunicou que alguns colaboradores já estão utilizando o agente internamente e planeja expandir esse uso. O desenvolvimento do produto ocorreu dentro da nova estrutura de inteligência artificial da Meta, sob a liderança de Alexandr Wang, que é o responsável pela área de IA da Meta.
Agentes de programação são sistemas projetados para auxiliar na criação de projetos e na execução de atividades de engenharia de software, diminuindo a dependência da digitação manual de código pelos usuários. Este segmento ganhou relevância devido às ferramentas lançadas por concorrentes nos últimos meses.
O Muse Code será disponibilizado em duas modalidades de preço. Uma delas seguirá o formato do modelo geral Muse Spark, enquanto a segunda foi criada com um custo consideravelmente menor. Nesta opção mais econômica, os usuários pagarão 20 centavos por milhão de tokens de saída e precisarão fornecer avaliações para contribuir com o aprimoramento do sistema.
Essa abordagem de precificação aproxima a ferramenta da Meta de modelos desenvolvidos por empresas chinesas, incluindo alternativas com valores similares. Em contrapartida, soluções rivais, como Claude Code e Codex, operam com planos mensais e cobram taxas extras ao excederem os limites de utilização.
A Meta também mencionou que modelos anteriores no mercado sofreram reduções de preço, num contexto de intensa disputa pela adoção de tecnologias de inteligência artificial. A competição abrange não só o desempenho técnico, mas também o custo de acesso para desenvolvedores e corporações.
No ano passado, a empresa reestruturou sua divisão de IA com a fundação do Meta Superintelligence Labs. Alexandr Wang, que é cofundador da ScaleAI, assumiu a direção dessa divisão e iniciou um esforço para recrutar especialistas de outros laboratórios do setor.
Esta movimentação envolveu pacotes de remuneração avaliados em milhões de dólares para a contratação de talentos e para acelerar o desenvolvimento de novos modelos. Um dos projetos resultantes desse esforço é o Muse Spark, um modelo de inteligência artificial que a Meta apresentou em abril.
O lançamento do Muse Code sinaliza mais um avanço da companhia na expansão de sua participação em um mercado onde empresas de tecnologia competem por usuários, desenvolvedores e receitas ligadas à inteligência artificial.

