A empresa Freehand levantou US$ 75 milhões para resolver problemas de gerenciamento de despesas em cadeias de suprimentos de empresas que frequentemente enfrentam gerenciamento manual e vazamentos financeiros à medida que o negócio escala.
Rodada de Investimento e Parceiros
A rodada de financiamento foi liderada conjuntamente pela Battery Ventures e NewRoad Capital Partners. O PSP Growth também participou da rodada, uma empresa liderada por Penny Fitzpatrick, ex-secretária do Departamento de Comércio dos EUA, juntamente com a Nexus Venture Partners. Nitin Jayakrishnan, cofundador e CEO da Freehand, afirmou que este financiamento marca o início de uma verdadeira autonomia no setor corporativo.
Problemas nos Negócios
De acordo com o Bureau of Economic Analysis, as empresas americanas gastam mais de US$ 20 trilhões anualmente em bens, logística, tecnologia e serviços. A Freehand considera que esse modelo se tornou muito caro de manter. A empresa estima que as empresas gastam bilhões em software, sendo que uma quantia significativamente maior é gasta em processos manuais. A Freehand afirma que as empresas gastam US$ 16 bilhões por ano em tal software e outros US$ 348 bilhões na folha de pagamento de pessoas que realizam tarefas que o software poderia executar.
Princípio de Funcionamento dos Agentes Freehand
A Freehand foi fundada em 2024 por Nitin Jayakrishnan e Abhijay Manohar. Anteriormente, eles trabalharam com logística na Pando, onde observaram equipes de compras e finanças perderem horas devido a atribuições manuais. Essa experiência consolidou sua convicção: o software deve substituir o trabalho, e não apenas ajudá-lo.
Os agentes operam com base no chamado Category Context Graph da Freehand, que combina dados estruturados da empresa com contratos e e-mails, fornecendo aos agentes o contexto necessário antes de agir. Em vez de sugerir respostas como um chatbot, eles leem diretamente os contratos de fornecedores, negociam taxas, aprovam faturas e conciliam registros dentro dos sistemas da empresa.
Vantagem Competitiva
Manohar enfatiza que a principal diferença entre um agente que age e um chatbot que sugere reside no contexto. A Freehand compete com rivais bem financiados, como Harvey, Norm AI, Abridge e Writer, que levantaram rodadas multimilionárias este ano, pois os investidores estão ativamente procurando agentes de IA corporativos. A característica distintiva da Freehand é sua especialização estreita em finanças de compras e cadeia de suprimentos, bem como sua implementação em larga escala em grandes empresas cerca de dois anos após a fundação, e não apenas projetos piloto.
Resultados e Planos de Desenvolvimento
Matt Algar, vice-presidente global de cadeia de suprimentos da Unilever, observou que a Freehand se tornou um dos primeiros exemplos de implementação de agentes em larga escala na Unilever e é um núcleo inicial da transição de software auxiliar para software que gerencia a cadeia de suprimentos. De acordo com a Grand View Research, o mercado de gerenciamento da cadeia de suprimentos era de cerca de US$ 32,9 bilhões em 2024 e, graças à automação da logística e compras, deverá dobrar para mais de US$ 76 bilhões até 2030.
A Freehand planeja usar o novo financiamento para expandir a funcionalidade além do processamento de faturas, incluindo custos diretos de materiais, bem como custos de manutenção, reparo e operação. Isso permitirá que a empresa se torne uma infraestrutura integrada dentro das cadeias de suprimentos, e não apenas mais uma camada de software sobre elas. Enquanto as empresas modernizavam suas cadeias de suprimentos por anos, adicionando novos softwares sobre a força de trabalho terceirizada, a Freehand aposta na eliminação simultânea de ambos.