Um incidente trágico envolvendo dois pardais da Cidade do Cabo, que começou como um dia normal, terminou com eles presos em uma placa adesiva destinada à captura de roedores. Isso levou a Sociedade de Proteção Animal da Cidade do Cabo (Cape of Good Hope SPCA) a reativar sua campanha pelo banimento total desses dispositivos.
De acordo com esta organização de proteção animal, os pardais foram encontrados vivos, mas em estado de grande estresse após se grudarem na cola forte. Quaisquer tentativas de libertação apenas agravaram a situação: as penas dos pássaros ficavam cada vez mais impregnadas na cola enquanto lutavam pela salvação.
O proprietário da casa contatou imediatamente a Cape of Good Hope SPCA ao tomar consciência do ocorrido e voluntariamente entregou as armadilhas adesivas restantes para evitar o sofrimento de outros animais.
Apesar de os inspetores terem chegado o mais rápido possível, a operação de resgate terminou em tristeza. A SPCA informou que a cola estava tão firmemente presa às penas e aos corpos frágeis dos pássaros que não havia maneira segura ou humana de removê-los.
A libertação dos pardais teria causado ferimentos catastróficos, deixando os inspetores com o que chamaram de única opção compassiva: a cessação humanitária do sofrimento dos pássaros.
A organização espera que este caso destrutivo sirva como um sinal de alerta sobre as consequências ocultas das armadilhas adesivas, que são frequentemente vendidas como uma solução simples para problemas de pragas.
Embora muitas pessoas adquiram armadilhas adesivas especificamente para capturar roedores, a SPCA afirma que esses dispositivos não fazem distinção. Anualmente, eles capturam inadvertidamente uma ampla variedade de animais, incluindo pássaros, lagartos, cobras, morcegos, insetos e até animais de estimação que entram em contato acidental com a cola.
Ao contrário das armadilhas tradicionais, as placas adesivas não matam instantaneamente. Em vez disso, os animais frequentemente permanecem vivos por horas ou até dias, sofrendo extremo estresse, desidratação, fome e exaustão enquanto tentam desesperadamente escapar. Muitos morrem onde ficam presos, com ossos quebrados, pele rasgada, penas ou pelos arrancados.
A SPCA insiste que esse sofrimento prolongado torna as armadilhas adesivas uma das formas mais cruéis de controle de pragas que ainda está amplamente disponível.