Em um comunicado, o ACNUR expressou condolências às famílias e amigos das pelo menos 75 pessoas que faleceram ao tentar chegar a Ceuta por mar. A agência também se colocou à disposição das autoridades para oferecer suporte técnico e orientação.
Diante da complexidade da situação, a agência especializada da ONU lembrou que qualquer pessoa que necessite de proteção internacional deve ter acesso a informações apropriadas, além de processos de asilo justos e eficientes que permitam uma análise individualizada de suas circunstâncias.
O ACNUR reforçou que a administração eficaz das fronteiras é plenamente compatível com o respeito ao Direito Internacional dos Refugiados e aos direitos humanos. Por isso, todas as ações de controle de fronteira e quaisquer decisões de deportação de migrantes ao seu país de origem, Marrocos, devem seguir as normas internacionais.
A organização destacou em nota de imprensa que «garantir o acesso ao asilo para aqueles que dele necessitem e facilitar o retorno legal daqueles que não necessitam de proteção internacional são elementos fundamentais de um sistema de asilo credível e eficaz».
Dados atualizados de Madrid indicam que aproximadamente 72.000 migrantes entraram em Ceuta durante um período de 24 horas na semana anterior, sendo que 70.000 já retornaram a Marrocos.
Ceuta, um pequeno território com cerca de 83.000 habitantes, localiza-se no extremo norte de Marrocos e é banhada pelo Estreito de Gibraltar. É uma das duas fronteiras terrestres que separam África da Europa, juntamente com a cidade de Melilla, outro enclave espanhol.

