O Centro Estadual de Avaliação Ambiental do Uzbequistão, sob o Comitê Nacional de Ecologia e Mudanças Climáticas, realizou uma coletiva de imprensa no Centro de Conteúdo de Mídia da Administração Presidencial para esclarecer a aplicação prática do Decreto do Conselho de Ministros nº 234 de 11 de maio de 2026, 'Sobre medidas para a implementação de novos mecanismos de avaliação de impacto ambiental'.
O evento reuniu representantes de agências governamentais, organizações de mídia, blogueiros, ecologistas, organizações de projetos, comunidade empresarial e especialistas.
O sistema ecológico entra em uma nova fase
Representantes do Comitê Nacional enfatizaram que garantir a segurança ecológica, promover o uso sustentável dos recursos naturais e reduzir os impactos negativos no meio ambiente tornaram-se tarefas chave da política governamental nos últimos anos sob a liderança do Presidente do Uzbequistão.
A criação do Comitê Nacional de Ecologia e Mudanças Climáticas e a adoção da Lei 'Sobre Avaliação Ambiental, Avaliação de Impacto Ambiental e Avaliação Ambiental Estratégica' marcaram passos importantes nas reformas ambientais do país. O Decreto nº 234 foi adotado para implementar esta lei e formar um sistema regulatório moderno baseado em padrões internacionais.
Mencionou-se que a nova estrutura foi desenvolvida após o estudo da experiência de países como Japão, Alemanha, Coreia do Sul, União Europeia, Canadá, EUA, Turquia, Geórgia, Singapura, Rússia e Cazaquistão. Especialistas do Banco Mundial, Comissão Econômica das Nações Unidas para a Europa, Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) e Instituto Coreano de Meio Ambiente também participaram do desenvolvimento dos novos mecanismos.
O que mudará
O decreto prevê uma modernização abrangente do sistema estatal de avaliação ambiental e avaliação de impacto ambiental (EIA). Agora, os projetos serão avaliados com base em seu potencial impacto no meio ambiente. Pela primeira vez, o sistema nacional introduz procedimentos de triagem internacional e definição do escopo de trabalho em estágio inicial para determinar a necessidade de EIA e o volume de estudos ambientais necessários.
A reforma também inclui:
- avaliação da pegada de carbono e emissões de gases de efeito estufa;
- consideração do impacto agregado de vários projetos;
- aplicação das melhores tecnologias ambientais disponíveis;
- expansão da participação pública na tomada de decisões ambientalmente significativas;
- introdução de revisões ambientais públicas;
- implementação de avaliações ambientais estratégicas para programas governamentais, conceitos de desenvolvimento e planos de desenvolvimento territorial.
Além disso, o decreto reforça a responsabilidade tanto dos desenvolvedores de projetos quanto das organizações que preparam a documentação ambiental.
Digitalização completa dos procedimentos
Uma das mudanças mais importantes é a transição do processo de avaliação ambiental estatal para um formato totalmente eletrônico. Os documentos agora são submetidos através do Portal Único de Serviços Públicos Interativos, o que permite reduzir os prazos de análise, minimizar o fator humano e aumentar a transparência de todo o processo.
A classificação dos projetos por grau de impacto ambiental também foi simplificada: o número de categorias foi reduzido de quatro para três, facilitando a compreensão e o uso do sistema para as empresas.
Novas oportunidades para os negócios
O decreto dá especial atenção à criação de condições mais favoráveis para empreendedores e investidores. O sistema atualizado oferece as seguintes oportunidades:
- submissão eletrônica de toda a documentação;
- requisitos adaptados ao nível de impacto ambiental de projetos individuais;
- redução de procedimentos administrativos;
- diminuição de custos administrativos e redução dos prazos de processamento;
- sistema de classificação público para organizações que preparam documentação ambiental;
- aumento da transparência dos serviços públicos.
Segundo autoridades, o principal objetivo da reforma não é criar barreiras adicionais para os negócios, mas sim implementar mecanismos modernos de prevenção de riscos ambientais e melhoria da qualidade das decisões de investimento.
Comentários do líder do centro
Dirigindo-se aos participantes, Gairat Mukhamedov, diretor geral do Centro Estadual de Avaliação Ambiental, declarou que a adoção do Decreto nº 234 marca uma nova fase no desenvolvimento do sistema de avaliação ambiental do Uzbequistão.
Mukhamedov observou: «Hoje, a avaliação ambiental deixou de ser apenas um procedimento de licenciamento. Estamos construindo um sistema moderno de gestão de riscos ambientais, baseado em padrões internacionais, tecnologias digitais e princípios de transparência. Os novos mecanismos permitem identificar potenciais consequências ambientais na fase de planejamento do projeto, o que é criticamente importante tanto para a proteção do meio ambiente quanto para o desenvolvimento econômico sustentável do país».
Ele acrescentou que a reforma introduz pela primeira vez procedimentos de triagem e definição de escopo de trabalho, melhora o processo de audiências públicas, estabelece um mecanismo de avaliação ambiental pública, introduz requisitos de qualificação para especialistas e organizações que preparam documentação ambiental, e cria um sistema de classificação para avaliar seu trabalho.
«Tudo isso aumentará significativamente a qualidade da documentação ambiental, garantirá a objetividade dos pareceres técnicos, reduzirá os procedimentos administrativos e criará a máxima transparência tanto para investidores quanto para a sociedade», concluiu ele.
Equilíbrio entre crescimento econômico e proteção ambiental
As autoridades informaram que os novos mecanismos visam encontrar um equilíbrio entre o desenvolvimento econômico, o apelo de investimentos e a proteção ambiental. Segundo os organizadores da coletiva de imprensa, a reforma fortalecerá a implementação da política ambiental, aumentará a qualidade dos serviços públicos, reforçará o controle do cumprimento dos requisitos de avaliação ambiental e levará o sistema de EIA do Uzbequistão a estar em conformidade com as melhores práticas internacionais.
Foi observado que o sistema de avaliação ambiental está se transformando de uma ferramenta regulatória em um mecanismo moderno de gestão de riscos ambientais que apoia o desenvolvimento sustentável, protege os interesses da sociedade e contribui para a formação de um clima de investimento favorável.