Após milhares de imigrantes entrarem na cidade de Ceuta, foi realizada uma reunião de emergência dos ministros do Interior da União Europeia. Como resultado desta reunião, Espanha informou que o número de mortos aumentou para 75 pessoas após a descoberta de mais três corpos.
Fernando Grande-Marlaska relatou que mais de 72 mil pessoas entraram em Ceuta nos últimos dias, das quais cerca de 70 mil já regressaram ao Marrocos. Espanha sublinhou que, apesar da escala da crise, o Espaço Schengen não foi afetado.
A Comissão Europeia, visitada pelo político, observou que não vê uma ligação direta entre a legalização extraordinária de imigrantes em Espanha e a crise migratória em Ceuta. O Comissário Europeu para a Migração, Magnus Brunner, ao concluir a reunião de ministros, assegurou que o tema não gerou críticas a Madrid, mas reconheceu que a legalização de cerca de um milhão de imigrantes 'não é um bom sinal para a Europa'.
O Primeiro-Ministro de Portugal criticou a falta de regulamentação dos fluxos migratórios em alguns países e rejeitou políticas que atraem migrantes sem condições de acolhimento. O governo declarou que Portugal segue o caminho da integração através do acesso ao trabalho, habitação, saúde, educação e mobilidade.
O Ministério do Interior de Portugal, em declaração, defendeu uma resposta europeia baseada na unidade, firmeza e responsabilidade. Luís Neves também enfatizou a necessidade de acelerar a aplicação do Pacto Europeu sobre Migração e Asilo, bem como o fortalecimento da cooperação com os países de origem e trânsito dos migrantes.
Segundo o governo, Portugal já reforçou a vigilância na fronteira marítima sul, mas está pronto para tomar novas medidas se a situação assim o exigir.
Laurent Núñez informou que todos os Estados-Membros manifestaram solidariedade e avaliaram positivamente a gestão da crise migratória. O ministro francês garantiu também que a França está pronta para prestar ajuda às autoridades espanholas.
De acordo com as autoridades espanholas, quase todos os detidos são jovens e menores de idade, cujas famílias procuram desde o fim de semana. Devido ao aumento dos relatos de desaparecimentos, a Guarda Civil abriu um gabinete especial em Ceuta para receber queixas sobre o desaparecimento de migrantes.


