A Cidade do Cabo decidiu não prosseguir com a venda planejada das quadras de tênis de Lansdowne enquanto avalia o pedido de arrendamento do renascido Clube de Tênis de Lansdowne para esta área.
Um representante da Cidade do Cabo, Lutando Tikhalibongo, informou que os departamentos de transações imobiliárias e recreação e parques estão trabalhando em conjunto na análise deste pedido, seguindo as normas municipais, procedimentos e requisitos legais.
Ele enfatizou que, se houver uma possibilidade viável de o local continuar a cumprir sua função original como um espaço desportivo público, essa opção deve ser totalmente examinada antes de qualquer decisão final sobre o futuro da propriedade.
O clube, que foi renascido em fevereiro de 2025 sob nova gestão, rapidamente se tornou um ponto de encontro vibrante para a comunidade local.
Preocupações da Comunidade
Já em agosto do ano passado, moradores expressaram preocupação com a suposta venda das quadras de tênis de Lansdowne e a possível perda de um antigo espaço desportivo comunitário.
Luweshon Ackerman, presidente interina do Clube de Tênis de Lansdowne, declarou que anteriormente lhe haviam garantido que não havia planos de alienação da propriedade. Ela observou: «Disseram-nos que não haveria venda das quadras, que não devíamos nos preocupar e que isso não estava sendo considerado».
As preocupações aumentaram depois que um morador publicou um aviso sobre a venda proposta dos terrenos ocupados pelas quadras de tênis. O período de participação pública sobre a suposta venda terminou à meia-noite de segunda-feira, 27 de julho.
Ackerman relatou que o clube recebeu posteriormente correspondência afirmando que a propriedade não estava à venda, apesar de o processo de participação pública já ter sido anunciado. Segundo Ackerman, o clube realizou uma reunião de emergência com cerca de 30 apoiadores que assinaram uma petição contra a suposta venda. Além disso, uma petição online acumulou mais de 1000 assinaturas e continua a crescer. O clube também enviou uma carta ao prefeito notificando sua intenção de se opor à suposta venda e posteriormente realizou outra reunião para informar os moradores sobre a situação.
Posição da Cidade
Tikhalibongo esclareceu que, de acordo com os registros municipais, o contrato de arrendamento original com o Clube de Tênis de Lansdowne foi celebrado em 1993 e rescindido em 2018 após o encerramento do clube. Embora não houvesse um contrato de arrendamento válido nem pagamentos de aluguel desde então, a propriedade continuou a ser usada pela comunidade local para lazer e atividades desportivas.
Ele acrescentou que o Departamento de Recreação e Parques demonstrou disposição para assumir a responsabilidade pelo local como um espaço desportivo e confirmou que o clube foi renascido sob nova gestão. Tikhalibongo observou que a Cidade acolhe o renovado interesse em manter o local como um ativo desportivo ativo para a comunidade, e que o resultado da avaliação de arrendamento determinará o futuro de longo prazo desta área.
Apoio da Comunidade
A moradora Jean Thomas, residente em Lansdowne há 43 anos, compartilhou sua opinião de que as quadras de tênis sempre desempenharam um papel importante no bairro. Ela relatou: «Meu marido construiu nossa casa aqui, e meus filhos cresceram usando estas quadras. Elas sempre uniram vizinhos e criaram laços de amizade fortes».
Thomas expressou esperança de que o local permaneça um lugar seguro para os jovens que desejam praticar desporto. Ela acrescentou: «Eu apoio Luweshon por ver o quadro geral para esta geração e gerações futuras. Espero que as quadras se tornem aquele centro comunitário vibrante que costumavam ser».



