O Instituto de Redução da Economia Sombria, melhoria da administração fiscal e aduaneira e análise fiscal no Ministério da Economia e Finanças apresentou uma iniciativa para iniciar os preparativos para a introdução de um imposto sobre carbono para grandes instalações de produção no Uzbequistão. Esta proposta foi apresentada em 30 de julho durante o evento 'Diálogo Fiscal'.
De acordo com o plano do instituto, a fase preparatória deve ocorrer ao longo de 2027. Este período incluirá tarefas como inventário de emissões, determinação de taxas, seleção da base tributária e definição do grupo de empresas que serão contribuintes.
O próprio imposto sobre carbono está previsto para ser introduzido em 2028, começando pelos maiores emissores. Posteriormente, sua aplicação pode potencialmente ser estendida a outras empresas. Dois cenários são considerados como base para o cálculo do imposto: ou o volume real de emissões de dióxido de carbono, ou o volume de combustível de carbono consumido.
Planeja-se que, entre 2029 e 2030, as taxas do imposto aumentem gradualmente de acordo com um cronograma previamente aprovado, embora os parâmetros exatos ainda estejam em fase de desenvolvimento. Espera-se que o efeito fiscal da introdução do imposto se manifeste já em 2028.
Objetivos da introdução do imposto sobre carbono
Os especialistas do instituto acreditam que a introdução deste imposto permitirá contabilizar o custo das emissões nos custos gerais das empresas. Isso, por sua vez, deve motivar as empresas a trabalhar no aumento da eficiência energética e na redução dos níveis de poluição.
Outro motivo importante é a necessidade de conformidade com as normas internacionais de regulamentação de carbono. A implementação de precificação interna de emissões pode minimizar a probabilidade de que exportadores do Uzbequistão enfrentem a necessidade de pagar taxas de carbono fora do país.
É importante notar que esta proposta é de caráter estritamente analítico e ainda não é um ato legislativo ou projeto de lei aprovado. Anteriormente, em 2020, a publicação 'Gazeta' cobriu a experiência internacional da tributação de carbono. A essência desse imposto é tornar a poluição economicamente desvantajosa: quanto mais combustível for consumido, tanto por domicílios particulares quanto por empresas, e quanto maiores forem suas emissões, mais eles pagam. Aqueles que conseguem reduzir as emissões e melhorar a eficiência energética não incorrem em tais custos elevados.
Um exemplo da experiência internacional foi o Canadá, onde o imposto sobre carbono foi integrado ao custo da gasolina, gás natural e outros tipos de combustível. Grande parte dos fundos arrecadados era devolvida aos cidadãos ou usada para subsidiar medidas de economia de energia. Tal modelo visa incentivar aqueles que poluem menos e aumentar a carga financeira sobre os grandes consumidores de combustível.
Uma conquista recente foi o recebimento pelo Uzbequistão, em junho de 2024, do primeiro pagamento do Banco Mundial por redução comprovada de emissões de dióxido de carbono. Um subsídio de 7,5 milhões de dólares foi transferido ao país pela redução de 500 mil toneladas, valor que pode aumentar para 20 milhões de dólares. Este pagamento foi realizado no âmbito do projeto iCRAFT, que visa melhorar a eficiência energética, reduzir os subsídios governamentais à energia e desenvolver mecanismos de financiamento de carbono. Parte desses fundos está planejada para apoiar famílias que foram mais afetadas pelo aumento das tarifas de gás e eletricidade.
Anteriormente, o Banco Mundial indicou que o Uzbequistão pode utilizar eficazmente a precificação de carbono, seja através da introdução de um imposto sobre emissões ou por meio do comércio de cotas, para financiar a transição para tecnologias 'verdes' e estimular as empresas a reduzir os níveis de poluição.