A Hennessey apresentou o novo Hennessey Blackbird, um hipercarro que se destaca por possuir motor V8 aspirado, tração traseira, câmbio manual e ausência de telas no painel. Este modelo visa substituir o Hennessey Venom F5, que era equipado com um V8 biturbo de 6,6 litros, capaz de ultrapassar 2.000 cv na versão Evolution.
Em vez de focar apenas na potência bruta, a Hennessey optou por priorizar a experiência de condução. O Blackbird, nomeado em homenagem ao caça SR-71 Blackbird, utiliza um motor V8 atmosférico desenvolvido pela Ilmor Engineering. Este motor, baseado no V8 da Chevrolet, possui 6,2 litros e deve entregar entre 800 cv e 850 cv, com capacidade de rotação superior a 9.000 rpm.
As especificações do veículo incluem aceleração de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos e velocidade máxima acima de 350 km/h. A empresa enfatiza a redução de peso, visando manter o carro abaixo de 1.360 kg, utilizando um monocoque e painéis de fibra de carbono. O chassi será equipado com amortecedores adaptativos, controle de tração e freios ABS, sem outras assistências eletrônicas.
O design reflete a inspiração aeronáutica, apresentando estabilizadores verticais ativos que se elevam a 114 km/h e quatro saídas de escape no estilo do Bell X-1. Internamente, a meta foi criar uma atmosfera analógica e clássica, eliminando telas em favor de um grande conta-giros central, câmbio manual exposto e chave de ignição física. A conectividade é gerenciada pelo Hennessey Holster, um suporte para o smartphone servir como central multimídia.
A produção do Blackbird é extremamente limitada, com apenas 71 unidades previstas para os anos de 2029 e 2030, e cada um custará US$ 2,5 milhões antes dos opcionais. A Hennessey relatou que mais de dois terços desse lote já foram reservados.
Os carros mais vendidos em julho de 2026
No mercado brasileiro, julho registrou a venda de 265.148 automóveis e comerciais leves, representando um aumento de 2,1% em comparação com o mês anterior. Embora o volume mensal tenha crescido, o ritmo de vendas desacelerou, parcialmente devido ao fato de julho ter tido dois dias úteis a mais que junho.
A Fiat Strada liderou o ranking com 14.912 unidades vendidas, seguida pelo Volkswagen Polo (10.340) e Volkswagen Tera (10.165). Chevrolet Onix e Fiat Argo completaram os cinco primeiros lugares. No entanto, o cenário muda drasticamente quando se considera apenas as vendas de varejo, visto que frotistas e locadoras representam quase metade do mercado total.
Os cinco primeiros colocados dependiam significativamente da modalidade de frotistas ou locadoras: 74,4% dos emplacamentos da Strada, 66,1% do Polo, 56% do Tera, 61,1% do Onix e 75,5% do Argo foram destinados a esse setor. Na segunda metade do top 10, houve três veículos elétricos: BYD Dolphin Mini, Dolphin e Geely EX2, que vendem predominantemente no varejo.
Entre os SUVs urbanos, os modelos chineses ganharam destaque; o GWM Haval H6 entrou no top 10 do varejo com mais de 5.500 unidades, o BYD Song Pro alcançou 4.158 e o Jaecoo 7 teve 3.061 emplacamentos. Juntas, essas marcas chinesas somaram cerca de 23% do mercado brasileiro em julho, sua maior participação mensal até então.
Nos SUVs compactos, o Volkswagen T-Cross manteve a liderança com 7.070 unidades, seguido por Hyundai Creta (5.880), Chevrolet Tracker (5.582) e Toyota Yaris Cross (5.036). O lançamento da Toyota já se posiciona à frente de modelos estabelecidos como Fiat Fastback, Jeep Compass, Honda HR-V, Volkswagen Nivus e Corolla Cross.
Nas picapes médias, houve uma disputa acirrada, com a Ford Ranger finalizando julho com 3.402 unidades, superando a Toyota Hilux, que registrou 3.369. Nos sedãs médios, o Corolla também obteve uma vitória apertada, com 1.666 unidades contra 1.605 do BYD King.
Ram 1500 Big Horn chega com 426 cv pelo preço de picape média
A Ram introduziu no Brasil a nova 1500 Big Horn, que agora serve como a versão de entrada da linha 1500. Com um preço de R$ 449.990, ela se posiciona abaixo da Laramie, que começa em R$ 584.990, inserindo a 1500 em uma faixa de preço dominada anteriormente pelas versões mais caras de picapes médias.
Apesar de ser R$ 135.000 mais acessível que a Laramie, a Big Horn mantém o motor Hurricane 3.0 biturbo de seis cilindros em linha, gerando 426 cv e 64,8 kgfm. Ela vem equipada com câmbio automático de oito marchas e tração 4x4. Com um peso de 2.663 kg, o veículo consegue acelerar de 0 a 100 km/h em 5,3 segundos e atingir 180 km/h, o que a Ram alega ser o desempenho mais potente e rápido entre as picapes full-size disponíveis no país.
Essa combinação de preço e desempenho sugere que a Ram busca competir não só com Ford F-150 e Chevrolet Silverado, mas também com a Ford Ranger Raptor. Embora ambas tenham propostas esportivas e de alto desempenho, a Ranger foca no uso off-road, enquanto a Ram tem um perfil mais voltado para estrada e utilidade.
Para reduzir o custo, a Big Horn possui acabamentos e lista de equipamentos mais simples que a Laramie, mas ainda inclui rodas de 20 polegadas, faróis de LED, tela multifuncional de 12 polegadas, Apple CarPlay e Android Auto sem fio, carregador por indução, banco do motorista ajustável eletricamente e bancos dianteiros aquecidos. Em termos de segurança, ela conta com controle de cruzeiro adaptativo com função anda e para, frenagem autônoma de emergência, monitoramento de ponto cego, assistente de permanência em faixa e seis airbags.
BMW desiste de rival para o Mercedes-Benz Classe G
Existiam rumores fortes de que a BMW ingressaria no segmento de jipes robustos, com o projeto G74 sendo apontado como alvo de concorrência direta ao Mercedes-Benz Classe G e ao Land Rover Defender. Contudo, este plano foi cancelado.
A ideia surgiu há cerca de três anos, após engenheiros da montadora bávara ficarem impressionados com a capacidade da picape elétrica Rivian R1T durante testes comparativos. Inicialmente concebido como um EV puro baseado na plataforma Neue Klasse, o projeto evoluiu para a arquitetura flexível CLAR, recebendo o codinome G74. Essa mudança permitiria oferecer versões a combustão, híbridas e elétricas, com produção planejada para a fábrica de Spartanburg, EUA, em um SUV de três fileiras com estepe traseiro, similar ao Classe G.
O principal fator para o arquivamento do projeto foi o custo de desenvolvimento extremamente elevado necessário para criar um 4x4 de luxo com capacidades off-road extremas, um nicho de mercado com volume de vendas restrito. Adicionalmente, a BMW prefere seguir a estratégia recente de simplificação do portfólio, concentrando esforços nos segmentos onde já possui forte presença, evitando riscos de entrar em mercados saturados.
A marca alemã jamais confirmou oficialmente o projeto, que era amplamente especulado pela imprensa. Apesar de o lançamento original estar previsto para 2029, ainda haveria uma possibilidade de a diretoria em Munique reconsiderar a decisão caso o mercado apresente mudanças nos próximos anos. Por ora, o desenvolvimento do projeto foi suspenso.