A organização setorial da indústria automobilística, Siam, alertou que a baixa qualidade do combustível E20, caracterizada por alto teor de cloretos e umidade, está levando ao aumento de falhas em componentes dos veículos. Esta organização pediu ao governo que endureça os padrões de qualidade do combustível, introduza limites obrigatórios de cloretos nas especificações do combustível e reforce o controle de qualidade nos postos de abastecimento, conforme noticiado pela CNBC TV18.
Em resposta a essas preocupações, o Centro ordenou que as empresas de marketing de petróleo (OMC) intensificassem o monitoramento da qualidade do combustível diretamente nos pontos de venda. Estas diretrizes foram adotadas após reuniões de alto nível com a participação da OMC, fabricantes de automóveis e funcionários do governo.
Anteriormente, a Siam enviou uma carta ao Ministério de Petróleo e Gás Natural, destacando o aumento significativo na substituição de injetores de combustível, bombas de combustível, válvulas EGR (recirculação de gases de escape), componentes de escapamento e outras peças que entram em contato com o combustível ou emissões do motor, segundo a CNBC TV18.
Como resultado de estudos de campo realizados pela Siam, foi constatado que tais falhas são causadas por corrosão e desgaste provocados pelo alto nível de contaminação por cloreto no combustível. A Siam também informou que amostras de combustível retiradas dos tanques dos veículos apresentaram níveis de contaminação por cloreto de até 500 mg/kg, enquanto amostras coletadas em postos de venda tinham níveis de até 350 mg/kg. A organização setorial enfatizou que os problemas relacionados aos cloretos aumentaram drasticamente desde a implementação nacional da gasolina E20.
Como a contaminação por cloreto afeta os veículos?
De acordo com a carta da Siam, citada pela CNBC TV18, a contaminação por cloreto é extremamente prejudicial aos componentes do motor e do sistema de escape, causando corrosão que pode resultar em danos imediatos ou de longo prazo, dependendo do grau de contaminação. Além disso, a organização setorial advertiu que casos recorrentes de contaminação podem minar a confiança dos consumidores em combustíveis misturados com etanol.
Para resolver este problema, a Siam propôs estabelecer limites obrigatórios de cloretos nas especificações de combustível do Bureau of Indian Standards (BIS). Foi recomendada um limite geral de cloretos inferior a 1 mg/kg para combustível comercial E20 e E85, e inferior a 3 mg/kg para etanol anidro usado na mistura. A Siam observou que levanta esta questão junto ao BIS há mais de dois anos, mas esta proposta ainda não foi implementada.
A contaminação por umidade também é uma preocupação
Além da contaminação por cloreto, a Siam também apontou o excesso de umidade no combustível E20 vendido nos pontos de venda. Observou-se que algumas amostras de combustível continham umidade em concentração superior a 10.000 mg/kg, mais de três vezes acima do limite permitido de 3.000 mg/kg. De acordo com a organização setorial, o excesso de umidade pode causar separação de fases no combustível misturado com etanol, o que potencialmente pode deixar os veículos abandonados logo após o abastecimento.
A Siam pediu enfaticamente ao governo que instruísse a OMC a descobrir a causa raiz da contaminação por cloreto e fortalecer a verificação da qualidade do combustível em toda a rede de varejo.

