O Vertical Playgarden, desenvolvido pelo Studio KRAFT, foi implementado no pátio da Escola Primária localizada na Rua Bajza, no sexto distrito de Budapeste. Este projeto se insere em uma das regiões mais densamente povoadas da capital húngara.
O Vertical Playgarden, desenvolvido pelo Studio KRAFT, foi implementado no pátio da Escola Primária localizada na Rua Bajza, no sexto distrito de Budapeste. Este projeto se insere em uma das regiões mais densamente povoadas da capital húngara.
A escola atende diariamente a mais de 500 estudantes. Anteriormente, o pátio era utilizado exclusivamente como uma quadra esportiva, caracterizada por uma superfície de borracha delimitada pelos prédios escolares e uma piscina coberta. Essa configuração limitava significativamente as chances de as crianças terem momentos de recreação livre, interação com a natureza ou utilização compartilhada do espaço.
A criação de perfis em redes sociais durante a pré-adolescência pode estar correlacionada com um rendimento acadêmico mais baixo nos anos subsequentes. Uma investigação realizada com mais de cinco mil estudantes italianos identificou essa correlação, notadamente nas matérias de matemática e italiano.
De acordo com a pesquisa divulgada na revista Nature Human Behaviour, este achado manteve-se mesmo após os analistas terem levado em consideração variáveis como o desempenho anterior dos alunos, a composição familiar e o nível de escolaridade dos pais.
Na prática, os discentes que optaram por postergar o início do uso de redes sociais demonstraram uma vantagem educacional equivalente a cerca de seis meses de aprendizado quando comparados àqueles que criaram suas contas entre os 11 e 12 anos de idade.
Para chegar a essa conclusão, os cientistas examinaram dados de 5.227 estudantes provenientes de 28 instituições de ensino localizadas no norte da Itália. Este levantamento coletou informações sobre o engajamento nas mídias sociais entre 2023 e 2024 e cruzou esses dados com os resultados obtidos em exames padronizados de italiano, matemática e inglês.
A pesquisa revelou quatro pontos cruciais: um desempenho aquém do esperado em matemática e italiano entre os usuários que ingressaram mais cedo nas redes; ausência de disparidades significativas nas notas de inglês; uma conexão entre a verificação frequente do celular e resultados escolares mais baixos; e uma menor vigilância parental entre os estudantes que abriram contas precocemente.
É importante ressaltar que o estudo não estabelece que as redes sociais sejam a causa direta da deterioração do desempenho escolar. Contudo, os responsáveis pela pesquisa controlaram diversos fatores que poderiam influenciar os resultados, tais como o histórico de rendimento dos estudantes e as características inerentes às famílias.
Marco Gui, pesquisador da Universidade de Milano-Bicocca e principal autor do estudo, comentou que já existem evidências consistentes de que o uso prematuro dessas plataformas requer atenção. Ele declarou: «Acho que agora sabemos que existe um problema e que ele é complexo, relacionado à forma como essas plataformas são construídas».
Gui especulou que um dos possíveis mecanismos envolvidos é o estado constante de atenção induzido pelos aplicativos. Ele detalhou: «Especulamos que um dos mecanismos seja esse estado contínuo de alerta que as redes sociais usadas no smartphone exercem sobre a vida dos menores».
Os autores enfatizam que a natureza da pesquisa é observacional, o que significa que ela não prova uma relação de causa e efeito. Apesar disso, a correlação entre o uso antecipado das redes sociais e o desempenho inferior em matemática e italiano manteve-se estável ao longo de toda a análise.
Adicionalmente, o estudo constatou que a vantagem dos alunos que adiaram a abertura de contas equivale a aproximadamente metade do benefício tipicamente associado a programas intensivos de reforço escolar, sendo esta comparação utilizada apenas para quantificar a diferença encontrada.
Os pesquisadores defendem que os achados reforçam a urgência de fornecer orientação a famílias e instituições de ensino sobre o uso das redes sociais na fase de pré-adolescência. Paralelamente, eles sugerem que tornar essas plataformas menos dependentes de recursos que incentivam o acesso incessante pode ajudar a mitigar esse impacto.