O Instituto de Redução da Economia Informal, Aperfeiçoamento da Administração Fiscal e Aduaneira e Análise Fiscal, sob o Ministério da Economia e Finanças, apresentou uma iniciativa para unificar a abordagem ao pagamento do imposto social por empreendedores individuais (MEIs) e autônomos no Uzbequistão. Esta ideia foi apresentada durante o diálogo fiscal em 30 de julho.
Atualmente, ambas as categorias utilizam o mesmo valor base de cálculo (VBC) — 412 mil som, que aumentará para 440 mil som em 1º de setembro. No entanto, a periodicidade dos pagamentos difere.
De acordo com a Parte 1 do Artigo 408 do Código Tributário, os MEIs são obrigados a pagar o imposto social mensalmente em um valor não inferior a um VBC, o que equivale a 5,28 milhões de som por ano. Os autônomos, conforme a Parte 2 do mesmo artigo, têm a opção voluntária de pagar 1 VBC por ano para contabilizar esse período no tempo de serviço. Após o aumento do VBC, seu pagamento anual será de 440 mil som, o que é aproximadamente igual a 36,7 mil som por mês.
A apresentação destacou que a carga financeira sobre o empreendedor individual é doze vezes maior do que a carga sobre o autônomo. Essa diferença é parcialmente devida ao fato de que os MEIs, diferentemente dos autônomos, podem contratar até cinco funcionários e realizar comércio varejista, o que lhes confere uma escala de atividade mais ampla e oportunidades adicionais.
Mudanças Propostas
O Instituto recomenda abandonar a existência de dois sistemas paralelos com diferenças significativas nos valores pagos e passar para uma categoria única de autônomos. A experiência internacional é citada como referência, onde as contribuições são geralmente vinculadas à renda declarada ou ao salário mínimo.
A proposta é calcular o imposto social mínimo com base no salário mínimo (SM), e não no VBC. A aplicação da taxa básica do imposto social estabelecida pelo Artigo 405 do Código Tributário, com um SM de 1,36 milhão de som, resultaria em um pagamento mensal de 163,2 mil som, ou quase 1,96 milhão de som por ano.
Neste caso, o valor proposto seria cerca de 4,45 vezes superior ao pagamento voluntário atual dos autônomos (cerca de 36,7 mil som por mês), mas seria 2,7 vezes menor do que o pagamento mínimo que os MEIs teriam que fazer após o aumento do VBC.
O Instituto não insiste na introdução de um pagamento único e específico. Em vez disso, sugere começar com uma contribuição mensal de cerca de 50 mil som, com um aumento gradual subsequente para 163,2 mil som, de acordo com um cronograma aprovado.
É importante notar que esta iniciativa representa uma proposta analítica do instituto e ainda não possui o status de ato legislativo aprovado ou projeto de lei.
Em 1º de julho de 2026, foram registrados 375,1 mil empreendedores individuais no país. O número de autônomos varia em diferentes fontes — de 2,8 milhões a 5,5 milhões.
O economista Otabek Bakirov expressou a opinião de que o princípio da igualdade na revisão do imposto social deve se estender não apenas aos MEIs e autônomos, mas também às empresas que gozam de benefícios ou taxas reduzidas de 1%. Ele sugeriu considerar a introdução de um pagamento mínimo obrigatório para tais beneficiários, de forma análoga ao pagamento do imposto predial e do imposto sobre a propriedade por certas entidades jurídicas isentas. Bakirov enfatizou: «A força só se torna justiça quando é aplicada igualmente não apenas aos fracos e pequenos, mas também aos fortes e grandes. Só então surge a confiança nessa justiça».
Além disso, em meados de julho, foi anunciado o plano das autoridades de tornar as contribuições previdenciárias para autônomos obrigatórias. Atualmente, há 2,8 milhões de autônomos registrados no Uzbequistão, mas apenas cerca de 800 mil pessoas, ou 30%, contribuem voluntariamente. O sistema existente permite que o autônomo pague um VBC — 412 mil som — e receba um ano de tempo de serviço para fins de aposentadoria.



