A liderança do conglomerado metalúrgico e de mineração Vedanta informou ao Business Standard que a empresa espera atingir uma receita consolidada (Ebitda) de cerca de US$ 10 bilhões no ano fiscal de 2026-2027 (FY27) e reduzir a dívida total em mais de 20.000 crore de rupias durante este período. Essas declarações refletem a confiança da empresa na manutenção do ritmo de crescimento após a maioria de suas subsidiárias reportar lucros recordes no primeiro trimestre (abril-junho).
Ajay Goel, Diretor Financeiro (CFO) do grupo Vedanta, afirmou que o grupo visa um Ebitda de aproximadamente US$ 10 bilhões para o ano fiscal atual (FY27), bem como uma redução da dívida total do grupo em mais de 20.000 crore de rupias.
Goel observou que o processo de redução do endividamento já está ganhando força. A estrutura matriz do grupo, Vedanta Resources, reduziu sua dívida em US$ 1,1 bilhão no primeiro trimestre do FY27. Além disso, a empresa refinanciou seus empréstimos, o que permitiu diminuir os custos de financiamento em 280 pontos-base. Espera-se que isso resulte em uma redução nos gastos anuais com juros em mais de 1.000 crore de rupias, fortalecendo o balanço do grupo.
Esta previsão ocorre em meio ao fato de a Vedanta ter demonstrado lucros trimestrais recordes em todas as suas áreas. Segundo Goel, esse sucesso é atribuído a fatores sob controle da empresa, incluindo aumento do volume de produção, redução de despesas operacionais e um portfólio de produtos de maior valor agregado. Condições macroeconômicas favoráveis, como o aumento dos preços do petróleo Brent e da Bolsa de Londres, bem como a desvalorização da rupia, também tiveram um impacto positivo nas empresas orientadas para a exportação do grupo.
Apesar da melhoria na lucratividade da maioria das subsidiárias, a Vedanta Power registrou prejuízo trimestral, apesar do aumento da receita. Rajinder Singh Ahuja, CEO da Vedanta Power, explicou essa discrepância dizendo que o prejuízo foi causado por um impacto único de 487 crore de rupias relacionado a litígios no Supremo Tribunal sobre a aquisição da Athena Chhattisgarh Power, que estava insolvente.
Posição da Vedanta sobre tarifas de importação
Além disso, representantes da Vedanta compartilharam a opinião da empresa sobre as discussões contínuas sobre a imposição de tarifas de importação sobre alumínio e sucata de alumínio. No mês passado, o Ministério de Mineração recomendou a revogação da tarifa alfandegária básica de 2,5% sobre a sucata de alumínio importada. Os fabricantes de baixo nível buscam a redução das tarifas para diminuir os custos de matéria-prima, enquanto os grandes produtores, como a Vedanta Aluminium, representados pela Associação Indiana de Alumínio, defendem a manutenção dessa tarifa.
Rajesh Kumar, CEO da Vedanta Aluminium Metal, declarou que a manutenção de parte da tarifa de importação sobre a sucata de alumínio contribuirá para investimentos de longo prazo no setor. Ele enfatizou que seria benéfico para o país que a sucata fosse tributada, pois em um país como a Índia, onde o consumo per capita de alumínio é baixo, isso estimularia a indústria nacional a criar capacidade e instalações. Kumar acrescentou que mudanças na estrutura tarifária não afetarão significativamente a Vedanta, mas, em sua opinião, a manutenção da tarifa é uma abordagem fundamentalmente correta para apoiar os investimentos em alumínio no país.
Pesquisa de minerais críticos
Quanto aos minerais críticos, Arun Mishra, diretor executivo da Vedanta, informou que a empresa iniciou pesquisas em vários blocos de minerais críticos pertencentes à Vedanta e à Hindustan Zinc. Entre eles, há um bloco de monacita em Uttar Pradesh, que pode se tornar a primeira fonte terrestre de neodímio na Índia — um elemento de terras raras usado em ímãs permanentes. Segundo Mishra, as atividades de prospecção geológica continuarão por mais dois a dois anos e a mineração provavelmente começará por volta de 2029-2030. A produção comercial, incluindo beneficiamento e processamento de metais, está prevista para 2030-2031, marcando a entrada da Vedanta em um novo portfólio de minerais críticos.



