O governo central indiano rejeitou na quarta-feira a alegação do líder da oposição, Rahul Gandhi, de que o Ministro do Interior, Amit Shah, autorizou ações policiais excessivas contra estudantes manifestantes. O governo insiste que não houve disparos durante o repressão das manifestações em julho, que ocorreram perto do Parlamento devido ao vazamento de materiais do exame NEET.
Esclarecimentos sobre o uso da força
O Ministro do Interior, Jitendra Singh, respondeu às observações de Rahul no Lok Sabha, afirmando que foi reiteradamente enfatizado que não houve disparos, mas sim o uso de gás lacrimogêrago. Ele acrescentou que, como não houve disparos, a questão de emitir uma ordem não surge, e a autoridade para tal ordem pertence ao magistrado, e não ao ministro.
Acusações e reação do parlamento
Esses esclarecimentos vieram depois que Rahul Gandhi, durante um debate sobre o projeto de lei que altera a lei de combate ao vazamento de materiais, alegou que Shah havia 'autorizado' ações violentas contra os estudantes. Gandhi afirmou que o Ministro do Interior estava ausente porque 'teme', o que provocou fortes protestos da facção do partido no poder. O Presidente Om Birla interveio, lembrando ao líder da oposição que a discussão não era sobre o Ministro do Interior, e exigiu provas de suas acusações.
Outras observações e acusações
O Ministro dos Assuntos Parlamentares, Kiren Rijiju, também contestou essas declarações, chamando-as de 'extremamente ofensivas' e exigindo desculpas. Em seu discurso, o líder da oposição também acusou o RSS de influenciar o sistema educacional, afirmando que 'a alma do sistema foi capturada pelo RSS', e que 'Dharmendra Pradhan nunca liderou o Ministério da Educação. A pessoa e a organização que gerenciam o ministério são chamadas de RSS.'
Reação aos protestos
Defendendo as ações estudantis, Gandhi disse que estava 'muito emocionado' e 'acalentado' por essas manifestações, descrevendo-as como 'uma profunda expressão da juventude deste país'. Seu discurso mais tarde causou nova agitação após ele usar um termo que o Presidente considerou 'não parlamentar'. Gandhi insistiu que estava citando a descrição de um estudante e não se referindo a nenhum membro da Casa. O Presidente Birla ordenou que essa expressão fosse excluída do registro do parlamento.