Kyriakos Mitsotakis descreveu os dias atuais como «extremamente difíceis» nas redes sociais, mencionando as «condições meteorológicas extremas e os ventos» que frequentemente atingem a marca de 100 quilômetros por hora, conforme reportou a agência AFP.
O chefe de Governo afirmou que existem momentos em que a força dos fenômenos naturais excede qualquer planejamento humano ou capacidade operacional disponível.
Durante a alta temporada turística, em apenas sete dias, mais de 12 mil hectares de áreas agrícolas e florestais foram destruídos pelas chamas na Grécia, que está sendo severamente impactada pela crise climática, assim como toda a região do Mediterrâneo.
Embora a Grécia seja habitualmente afetada por incêndios durante os verões devido às secas e ondas de calor recorrentes, ela havia evitado grandes focos no início desta estação, diferentemente do que ocorreu em Espanha e França.
Atualmente, o país se encontra no nível máximo de alerta. Uma ocorrência notável foi um incêndio iniciado na sexta-feira em Porto Germeno, localizado a aproximadamente 70 quilômetros a noroeste de Atenas, nas proximidades do Golfo de Corinto, gerando preocupação entre a população e as autoridades.
Théodore Giannaros, meteorologista especializado em incêndios e pesquisador do Observatório Nacional da Grécia, citado pela AFP, opinou que é «muito provável — para não dizer quase certo — que este incêndio seja classificado como um megaincêndio».
De acordo com a agência de notícias francesa, os bombeiros gregos estão lidando com múltiplos incêndios simultaneamente. Em Porto Germeno, cerca de 500 profissionais estão mobilizados, enquanto outros 100 combatem um foco em Aigialia, situado no norte da península do Peloponeso.
Adicionalmente, um novo incêndio começou na noite de sábado na ilha de Cefalónia, localizada no Mar Jônico.
Evangelos Tournas, ministro grego da Proteção Civil, declarou no sábado que os bombeiros foram «levados ao limite». Ele relembrou que houve três mortes entre bombeiros nesta semana em serviço: dois na Creta e um no Peloponeso.
O ministro explicou que a intensidade dos ventos criou «condições extremamente difíceis», resultando em diversas situações onde aeronaves não conseguiram realizar despejos de água ou recolher água devido à forte turbulência.