A China condenou veementemente na sexta-feira a decisão dos Estados Unidos de adicionar mais de quarenta organizações chinesas à lista criada no âmbito da Lei de Prevenção ao Trabalho Forçado Uigur (Uyghur Forced Labor Prevention Act). Pequim classificou este passo como um ato de coerção econômica e apelou a Washington para que interrompa a pressão injustificada sobre as empresas chinesas.
Um representante do Ministério do Comércio Chinês informou aos jornalistas que esta ação dos EUA, anunciada pelo Departamento de Segurança Interna na sexta-feira, não tem base factual e abusa da legislação interna para impor sanções unilaterais às empresas chinesas sob o pretexto de 'direitos humanos' e 'trabalho forçado'.
Segundo ele, isso é um exemplo típico de pressão econômica que mina os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas, além de perturbar a estabilidade das cadeias de suprimentos e de produção globais.
O representante também observou que, após uma videoconferência entre representantes comerciais da China e dos EUA, realizada na quinta-feira, onde as partes tiveram uma troca franca, profunda e construtiva de opiniões sobre a manutenção de laços econômicos e comerciais estáveis, a ação de Washington, tomada no dia seguinte, contradiz seriamente o consenso alcançado pelos líderes dos dois países.
A China condena resolutamente e se opõe categoricamente a este passo. O representante enfatizou que a China sempre se opôs ao trabalho forçado, acrescentando que não existe tal 'trabalho forçado' na Região Autônoma de Xinjiang Uyghur.
Ele declarou que Xinjiang está atualmente socialmente estável e harmonioso, sua economia prospera e seus habitantes vivem e trabalham em paz e contentamento. O representante pediu enfaticamente aos EUA que cessem os ataques e calúnias contra Xinjiang, bem como que parem de reprimir as empresas chinesas, prometendo que a China tomará as medidas necessárias para proteger seus direitos e interesses legítimos.

