O Gabinete da Namíbia aprovou a política nacional que regulamenta a exploração e mineração de recursos minerais em áreas ecologicamente sensíveis e protegidas. Simultaneamente, foi apoiada a iniciativa da União Africana (UA) para o desenvolvimento sustentável dos recursos minerais e o aumento do seu valor agregado.
Estas decisões foram tomadas durante a reunião do gabinete realizada em 28 de julho, conforme indicado em um comunicado do Ministério da Informação e Tecnologia das Comunicações, publicado na sexta-feira.
A Ministra da Informação e Tecnologia das Comunicações, Emma Theophilus, declarou neste comunicado que o objetivo da nova política é promover métodos de exploração e mineração integrados e sustentáveis que preservem a integridade ambiental e previnam a degradação de territórios particularmente sensíveis.
Além disso, o gabinete aprovou a assinatura do estatuto do Centro Africano de Desenvolvimento Mineral (AMDC) — uma agência especializada da UA, destinada a promover a cooperação no setor de mineração e o desenvolvimento sustentável dos recursos minerais africanos.
Theophilus observou que a decisão concede ao Ministro das Relações Internacionais e Comércio da Namíbia a autoridade para assinar este estatuto em nome do governo, sujeito à posterior ratificação pelo parlamento.
O gabinete enfatizou que o AMDC está autorizado a implementar a Visão Africana da Mineração — a base política da UA que visa transformar o setor de mineração do continente através do estímulo ao valor agregado, à industrialização e ao desenvolvimento socioeconômico mais amplo com base nos recursos minerais.
A mineração é um dos setores económicos mais importantes da Namíbia, uma vez que o país produz minerais como urânio, diamantes, ouro e zinco.


