A Amazon comunicou que totalizou aportes superiores a R$ 75 bilhões no Brasil desde o início de suas atividades no território nacional, em 2011. A corporação detalhou que esses recursos foram aplicados em diversas áreas, tais como a ampliação da infraestrutura logística, desenvolvimento tecnológico, serviços de computação em nuvem, programas de capacitação profissional e iniciativas focadas no fomento ao empreendedorismo.
Esses números foram revelados durante a divulgação dos resultados financeiros globais da empresa referentes ao segundo trimestre de 2026. Neste trimestre, a Amazon obteve uma receita líquida de US$ 200,6 bilhões (equivalente a R$ 1,02 trilhão), marcando um avanço de 20% comparado ao mesmo período do ano anterior. Adicionalmente, sua divisão internacional gerou US$ 42,2 bilhões (R$ 214,6 bilhões) em receita, o que representa um crescimento de 15%.
Segundo informações da própria empresa, apenas no ano de 2025 foram injetados mais de R$ 19 bilhões no Brasil. Este montante é quase cinco vezes maior que a média anual praticada desde que a companhia iniciou suas operações no país.
A Amazon referenciou um estudo conduzido pela consultoria Keystone, que indicou que mais de R$ 65 bilhões dos investimentos efetuados contribuíram para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, sendo R$ 16 bilhões registrados especificamente em 2025.
Atualmente, a companhia opera mais de 300 centros logísticos espalhados pelos 26 estados e pelo Distrito Federal. A empresa acrescentou que mais de cem dessas unidades foram inauguradas durante o ano de 2025.
O processo de expansão também impulsionou a criação de postos de trabalho. A Amazon relatou um aumento significativo, passando de 18 mil para mais de 55 mil empregos, abrangendo posições diretas e indiretas no Brasil nos últimos dois anos.
Para além do comércio eletrônico, a atuação da empresa no país abrange diversos serviços, como Amazon Prime, Prime Video, Amazon Music, Kindle Unlimited, Amazon Luna, dispositivos Echo, Alexa+, Kindle e Fire TV, além da prestação de serviços de computação em nuvem através da divisão Amazon Web Services (AWS).
A Amazon também ressaltou o desempenho da AWS no segundo trimestre de 2026. Globalmente, a unidade de computação em nuvem registrou um crescimento de 37% na receita, atingindo uma taxa anualizada de US$ 169 bilhões (R$ 859,5 bilhões).
A AWS segue expandindo no Brasil a oferta de soluções de inteligência artificial generativa (IAG), bem como promovendo programas de capacitação e estabelecendo parcerias com governos, empresas e startups.
Em outro levantamento, a Amazon citou uma pesquisa realizada pela consultoria Strand Partners. Este estudo mostrou que startups brasileiras que utilizam IA como base de seus produtos apresentam um crescimento médio anual de receita de 149%, superando a média de 64% observada em outras startups do país.
O referido levantamento também apontou que 40% das companhias brasileiras já incorporam IA em suas operações. Dentre as empresas que adotaram essa tecnologia, 95% reportaram um aumento na receita, com uma média de crescimento de 31%.
Carol Novaes, líder de Finanças da Amazon Brasil, enfatizou que o volume de investimentos reflete a visão de longo prazo da empresa no mercado local. Ela declarou que investir R$ 19 bilhões em um só ano — quase cinco vezes a média histórica — é uma prova inequívoca de confiança no potencial brasileiro, sendo cada real investido uma decisão estratégica sustentada por fundamentos sólidos de crescimento e pela receptividade positiva de consumidores e parceiros locais.