Uma simulação projetou como ficaria a Copa do Mundo de 2030 caso as seleções filiadas à UEFA optassem por não participar das competições organizadas pela FIFA. Este cenário hipotético consideraria um possível boicote das 55 federações europeias.
A projeção, desenvolvida pela plataforma CasinoHawks, baseia-se na premissa de que as federações da UEFA se afastariam dos torneios da FIFA. Tal movimento seria uma resposta ao plano da entidade de criar uma empresa para gerir os direitos comerciais dos eventos e vender parte dela a investidores privados.
O Brasil teria sequência de vitórias até a decisão
Nesta campanha simulada, o Brasil enfrentaria Coreia do Sul, Colômbia, Japão e Nigéria antes de alcançar a final. Paralelamente, a Argentina também avançaria sem sofrer derrotas, superando Costa do Marfim, México, Marrocos e Uruguai. A projeção detalha apenas os vencedores de cada partida, sem fornecer os placares.
O percurso da seleção brasileira seria o seguinte: vitória sobre a Coreia do Sul nos 16-avos de final; classificação após vencer a Colômbia nas oitavas de final; eliminação do Japão nas quartas de final; triunfo sobre a Nigéria na semifinal; e, finalmente, a derrota para a Argentina na final.
A Nigéria apareceria como a principal surpresa
Um dos desfechos mais notáveis da simulação é a trajetória da Nigéria. Sob a liderança de Victor Osimhen, a equipe eliminaria Arábia Saudita, Canadá e Argélia antes de ser superada pelo Brasil na semifinal. Se este cenário se concretizasse, seria a primeira vez que uma seleção africana alcançaria o grupo dos quatro melhores em uma Copa do Mundo, visto que apenas Marrocos fez isso em 2022.
No mesmo cenário, os marroquinos passariam por República Democrática do Congo e Estados Unidos antes de serem eliminados pela Argentina nas quartas de final.
A ausência das equipes europeias abriria portas para a estreia de várias seleções. Entre elas estão Guatemala, Vietnã, Zâmbia, Bahrein, Uganda, Burkina Faso, Benin, Tailândia, Omã, Palestina, Guiné, Tajiquistão, Síria, Moçambique, Gabão, Madagascar e Guiné Equatorial. Além disso, Venezuela e Mali também fariam suas primeiras aparições e avançariam para a fase de mata-mata.
Apesar do grande interesse gerado pela projeção, é fundamental ressaltar que este cenário permanece puramente hipotético. O boicote das federações europeias não foi implementado e depende da evolução da proposta da FIFA. A UEFA, juntamente com a Confederação Asiática e a Concacaf, manifestou-se contrariamente ao projeto de comercialização dos direitos dos torneios.



