Um fenômeno de chuva de meteoros foi visível em diversas localidades do Brasil durante a madrugada desta sexta-feira. Uma estação de monitoramento instalada no Ceará registrou um total de 134 meteoros, mesmo com a presença da Lua cheia.
As imagens coletadas pela Exoss demonstram a intensidade deste evento, que alcançou seu ponto de maior atividade na presente semana. Os registros feitos tanto no Ceará quanto em Santa Catarina chamaram a atenção da comunidade astronômica.
Registros no Ceará e em Santa Catarina chamaram atenção
A estação Exoss situada em Carnaubal, no Ceará, contabilizou 134 meteoros nas primeiras horas do dia. Essa contagem foi fornecida pelo astrônomo Marcelo De Cicco, que é membro da Sociedade Brasileira de Astronomia e coordena o projeto comunitário Exoss. Este número foi inferior ao registrado na noite anterior, quando o mesmo equipamento identificou 196 meteoros entre quarta e quinta-feira.
Adicionalmente, a estação Exoss localizada em Florianópolis, em Santa Catarina, também capturou imagens do ocorrido, incluindo a de um meteoro notavelmente brilhante. De Cicco havia previamente comunicado ao g1 que este período correspondia ao auge da chuva de meteoros.
Por que as “estrelas cadentes” aparecem no céu?
As chamadas estrelas cadentes são, na realidade, pequenos pedaços provenientes de cometas ou, em certas situações, de asteroides. Quando esses materiais penetram na atmosfera terrestre, o atrito provoca aquecimento, gerando o brilho que pode ser percebido da superfície.
No Hemisfério Sul, a chuva Delta Aquáridas do Sul é uma das principais observadas neste período. As características típicas desses acontecimentos incluem o tamanho muito reduzido dos fragmentos espaciais, a altíssima velocidade de entrada na atmosfera, um brilho que geralmente dura menos de um segundo, e a classificação de eventos mais intensos como bólidos.
Um meteoro recebe a classificação de bólido quando seu brilho supera o de Vênus.
Próximas chuvas de meteoros trarão novas oportunidades
Aqueles que perderam o espetáculo terão outras chances de observar meteoros. A próxima grande ocasião será em 12 de agosto, durante o pico das Perseidas, com melhor visibilidade prevista no Brasil, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. Na mesma data, há previsão de um eclipse solar total que poderá ser visto em algumas partes da Europa.
Outra chuva que deve atrair a atenção dos observadores brasileiros ocorrerá no final de outubro, sendo a Orionids. Para realizar fotografias de meteoros, Marcelo De Cicco aconselha evitar locais próximos ao brilho lunar e empregar exposições prolongadas, com duração aproximada de 10 segundos e ISO elevado.
Meteoros podem ultrapassar 260 mil km/h
A velocidade dos meteoros varia entre 40 mil km/h e 260 mil km/h (equivalente a 11 a 72 quilômetros por segundo), dependendo da sua rota em relação à Terra. Essa alta velocidade faz com que partículas, frequentemente menores que um grão de areia, aqueçam rapidamente ao atravessar a atmosfera, criando o rastro luminoso visível no céu.
Embora a maioria dos meteoros desapareça em instantes curtos, certos eventos mais vigorosos podem permanecer visíveis por vários segundos. Tais ocorrências tendem a acontecer quando o objeto entra na atmosfera em um ângulo mais raso.


