O espetáculo de fantoches 'Árvore de Cerejeira', dirigido por Sharareh Tayyar, está atualmente em exibição no Bureau Artístico do Teatro Mehrān em Teerã. O espetáculo utiliza uma abordagem alegórica e indireta, explorando temas de liberdade e resiliência diante da opressão, transmitidos através de linguagem visual e narrativa adaptada para crianças e adolescentes.
O roteiro é baseado em uma história do livro 'Porquê? Porquê? Porquê?' do autor e ilustrador infantil francês Claire Jobert. O livro original é um resumo da vida do Imã Hussein (AS) e dos eventos de Ashura; de forma semelhante, o espetáculo emprega uma narrativa simbólica para transmitir os principais valores morais e espirituais ao público jovem.
A trama centra-se em uma bela árvore que serve de refúgio para diversas aves. O mundo é perturbado pela chegada de um pica-pau mal-educado, causando preocupação geral entre os habitantes. No entanto, com a chegada do rouxinol, as aves encontram a inspiração e a unidade necessárias para resistir à tirania do pica-pau.
A produção, que recebeu reconhecimento significativo anteriormente, foi recriada sob encomenda do Casa de Teatro Omid. O espetáculo foi escrito por Sharareh Tayyar e Mohammad Hossein Habibi. A equipe criativa inclui Fahime Barouti, Amir Hossein Ensafi, Sharareh Tayyar e Amir Mohammad Ensafi como designers de fantoches. Ammar Tafti atua como narrador, e Paria Tayyar realiza a dublagem.
Ashura refere-se ao décimo dia de Muharram, o primeiro mês do calendário islâmico, e marca um dos eventos mais importantes da história islâmica — o martírio do Imã Hussein (AS), neto do Profeta Muhammad (PBUH). Em 680 d.C., o Imã Hussein liderou um pequeno grupo de familiares e companheiros contra o vasto exército de Yazid I, califa Omíada, nas planícies de Karbala, no atual Iraque. Este conflito não foi apenas uma luta política pelo poder, mas uma profunda posição moral contra a tirania e a injustiça.
Apesar da superioridade numérica dos adversários e da negação de acesso à água por vários dias, o Imã Hussein e seus seguidores mantiveram firmemente seus princípios até seu martírio. O legado de Ashura transcende tempo e geografia, servindo como um símbolo universal da luta entre a verdade e a mentira. Para milhões de pessoas em todo o mundo, o Imã Hussein é venerado como o 'Príncipe dos Mártires' e um ícone eterno de coragem, sacrifício e honestidade.
Sua recusa em jurar lealdade a um governante corrupto, mesmo ao custo de sua própria vida e das vidas de seus entes queridos, continua a inspirar movimentos por libertação e direitos humanos. Hoje, Ashura é comemorada com rituais fúnebres, procissões e reflexões sobre a vitória duradoura dos oprimidos sobre os opressores. O espetáculo 'Árvore de Cerejeira' será apresentado até 7 de agosto.


