A Sony manteve sua decisão de descontinuar a mídia física no ecossistema PlayStation, mesmo após receber críticas. A diretora financeira da empresa, Lin Tao, reconheceu as insatisfações dos usuários, mas reafirmou o plano de seguir adiante.
A Sony manteve sua decisão de descontinuar a mídia física no ecossistema PlayStation, mesmo após receber críticas. A diretora financeira da empresa, Lin Tao, reconheceu as insatisfações dos usuários, mas reafirmou o plano de seguir adiante.
Durante uma sessão de perguntas e respostas sobre os resultados financeiros do último trimestre fiscal, Lin Tao esclareceu que a companhia já ponderava essa mudança há algum tempo e antecipava possíveis reações negativas por parte dos jogadores. Em resposta a isso, a Sony pretende focar seus esforços em manter o interesse dos consumidores nos títulos do PlayStation, mesmo quando o sistema for inteiramente digitalizado.
Ao ser questionada sobre os motivos dessa transição, Lin Tao apontou que o avanço da digitalização de conteúdo em geral é o fator primordial para a decisão. Ela enfatizou que este processo não se restringe apenas ao PlayStation, mas abrange todos os tipos de conteúdo, indicando que a digitalização está em constante evolução.
Ao mencionar que a empresa irá "prosseguir com cautela", Tao especificou que a Sony deixará de disponibilizar jogos em formato físico para o PlayStation somente a partir de 2028. Este anúncio foi feito com um período de um ano e meio de antecedência, dando tempo para que usuários, desenvolvedores de jogos e outros envolvidos possam assimilar a informação.
A executiva também validou que "jogos são amados por muitas pessoas" e que, por isso, as reações negativas são compreensíveis. Nesse contexto, a Sony sinalizou que buscará utilizar esse apelo emocional para continuar engajando a base de jogadores, embora não tenha detalhado como fará isso.
O tema continua gerando controvérsia, com amplas discussões sobre os potenciais impactos do fim da mídia física no mercado de jogos. Um exemplo disso é o abaixo-assinado iniciado pela varejista canadense PNP Games, motivado pelo receio de que o encerramento prejudique severamente as lojas físicas de jogos.
A decisão da Sony de cessar a fabricação de novos jogos em formato físico para o PlayStation, prevista para começar em 2028, tem provocado diversas reações entre os entusiastas. Em resposta, um coletivo defensor da conservação dos videogames está estruturando um boicote à marca, denominado PSBlackout, que visa mobilizar jogadores globalmente entre os dias 23 e 30 de agosto.
Esta iniciativa foi divulgada pela organização DoesItPlay, que se dedica à proteção de jogos e aos direitos dos consumidores. A campanha ganhou tração nas mídias sociais recentemente. De acordo com os organizadores, os participantes são incentivados a abster-se de usar qualquer serviço ligado ao PlayStation por um período de sete dias.
As recomendações específicas incluem não ligar o console, não realizar login na PlayStation Network, não jogar títulos no PlayStation e evitar a compra de jogos ou conteúdo digital na PlayStation Store. O protesto está agendado para iniciar no dia 23 de agosto, às 19h (horário local), e finalizará em 30 de agosto, no mesmo horário.
Em um comunicado divulgado nas redes sociais, o DoesItPlay argumenta que o fim da mídia física representa apenas o ápice de uma série de escolhas corporativas que distanciaram a comunidade da marca. O grupo aponta como exemplos essas decisões o encerramento de estúdios, a preferência por modelos de jogos como serviço, o cancelamento de eventos destinados aos fãs, a diminuição do suporte ao PlayStation VR2 e a ausência de retorno de franquias desejadas pelo público.
Para a organização, a determinação de abandonar os discos em 2028 foi o fator decisivo. Os promotores afirmam que a paralisação foi planejada de modo a minimizar prejuízos aos desenvolvedores e editoras, ao mesmo tempo em que demonstram a insatisfação dos consumidores diretamente à Sony. Contudo, o êxito desta ação depende da participação dos jogadores, visto que o objetivo é gerar um efeito econômico temporário reduzindo o acesso aos serviços e às compras durante o período estabelecido.
Este movimento ocorre simultaneamente à campanha chamada “Don’t Kill The Disc”, criada com o intuito de forçar a Sony a manter os lançamentos em mídia física. Segundo os organizadores, a petição atingiu mais de 345 mil assinaturas em 27 de julho, marcando um aumento considerável em comparação com as aproximadamente 120 mil assinaturas registradas no começo do mês.
Até o momento, a Sony não emitiu declarações oficiais sobre o PSBlackout nem respondeu às críticas relativas ao descontinuação da produção de jogos em disco. A estratégia da companhia tem sido manter o silêncio sobre a repercussão nas redes sociais, enquanto a comunidade prossegue com a organização de protestos e campanhas em defesa da mídia física.