Embora seja mais um comentário sobre o estado da tecnologia e da sociedade do que um anúncio tradicional, a ideia apresentada em uma parada de ônibus em Londres compara os novos Meta Smart Glasses com os crimes de Jeffrey Epstein. A semelhança reside no fato de que, assim como as pessoas filmadas por esses dispositivos não davam consentimento para serem gravadas, Epstein não pedia consentimento às suas vítimas.
Os óculos inteligentes da Meta, equipados com câmeras baseadas em inteligência artificial, levantaram sérias preocupações sobre privacidade. A reação pública foi tão significativa que a empresa, segundo relatos, intensificou o controle sobre 'influenciadores masculinos' e criadores de brincadeiras que usam os dispositivos para filmar passageiros secretamente sem o seu conhecimento. Esses óculos ganharam o apelido de 'óculos de pervertido' não por acaso.
Recentemente, o grupo ativista Everyone Hates Elon colocou um grande cartaz em uma parada de ônibus em Londres, perto dos escritórios da Meta em King's Cross. O cartaz retrata o falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein usando óculos Smart Glasses enquanto tirava fotos para o registro de infratores sexuais de Nova York. A legenda diz: 'Óculos para pessoas que não respeitam o consentimento.'
Além disso, foi encontrada correspondência eletrônica entre ele e seu assistente contendo instruções para instalar câmeras ocultas em toda a sua casa em Palm Beach, incluindo uma escondida em uma caixa de lenços de papel. Embora Epstein tenha falecido em 2019, se isso não tivesse acontecido, ele poderia ter se interessado por adquirir tais óculos.
Este outdoor carrega uma mensagem sombria, pois críticos argumentam que filmar estranhos sem o seu consentimento não deve ser legal. No entanto, até que novas leis sejam aprovadas, os infratores poderão continuar suas ações sem a devida responsabilidade, e a Meta tornou esse processo ainda mais fácil.


