A apresentação de Tyla em Lagos, como parte de sua turnê mundial 'A*POP World Tour', foi removida do cronograma oficial após surgirem discussões relacionadas a apelos de boicote, que ocorreram em meio a conversas sobre xenofobia.
Apelos ao Boicote
De acordo com o criador de conteúdo nigeriano Solomon Buchi, o concerto em Lagos não consta mais no cronograma oficial da turnê. Isso foi noticiado pela primeira vez pelo veículo de notícias 'African Folder', que observou o desaparecimento desta data da lista de apresentações da cantora.
Crítica ao Silêncio da Artista
Esta mudança ocorreu depois que Buchi criticou Tyla por não ter feito comentários públicos sobre os ataques xenófobos ocorridos na África do Sul e pediu aos nigerianos para não apoiarem o show. Em um vídeo publicado no Instagram, ele declarou: 'Este show não deve acontecer. Esta é a única vez em que devemos nos unir e defender algo.'
Os comentários de Buchi estão ligados à história da violência xenófoba na África do Sul, onde estrangeiros, incluindo nigerianos e outros migrantes africanos, foram vítimas de ataques por anos. Grandes surtos em 2008, 2015 e 2019 chamaram a atenção da comunidade internacional, levando ao deslocamento de milhares de pessoas e ao agravamento das tensões diplomáticas entre a África do Sul e outros países africanos.
Buchi expressou frustração com o silêncio de Tyla sobre essas questões, afirmando que sua apresentação na Nigéria ignorou a experiência das vítimas. Ele enfatizou: 'Não depois dos ataques xenófobos que vimos na África do Sul e de como os imigrantes foram tratados, especialmente os imigrantes nigerianos. Nem uma palavra de Tyla.'
Posição de Buchi e Reação Pública
O criador de conteúdo acrescentou que seu apelo não era direcionado a desentendimentos pessoais com a cantora, mas sim a uma declaração mais ampla. Ele explicou: 'Não é sobre Tyla. Eu não tenho conflito com ela. Trata-se de nos reunirmos como pessoas e dizer: 'Não, nós temos voz, e essa voz é importante''.
Até o momento, Tyla e sua equipe não fizeram declarações públicas sobre a suposta remoção do concerto, e a razão oficial para a ausência da data no cronograma não foi fornecida. Esta situação gerou reações mistas nas redes sociais: alguns usuários apoiaram o apelo ao boicote, enquanto outros argumentaram que os artistas não podem ser responsabilizados por problemas políticos e sociais mais amplos.

