A delegação, composta por oito eurodeputados e liderada pelo alemão David McAllister, iniciou sua visita a Pequim. Em Pequim, uma reunião com o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, está agendada para hoje mesmo.
Agenda das Reuniões
De acordo com um comunicado da comissão parlamentar, as conversas se concentrarão no desenvolvimento das relações bilaterais, que são marcadas por várias questões sensíveis. Entre elas estão o crescente desequilíbrio econômico, a guerra na Ucrânia, a situação dos direitos humanos na China, bem como questões de paz e estabilidade na região Indo-Pacífico, onde Pequim tem disputas territoriais.
Diálogo entre as Partes
Engin Eroglu, presidente da Delegação do Parlamento Europeu sobre Relações com a China, declarou na rede social X que já havia se reunido com seu colega chinês Fu Ziying. Ele enfatizou que o diálogo é uma 'exigência para o entendimento mútuo e política responsável'. Eroglu também observou que o encontro da delegação do Parlamento Europeu com Wang Yi é incomum e serve como um 'sinal claro de que o lado chinês também procura diálogo e está interessado em melhorar as relações com a União Europeia (UE)'.
Desentendimentos Comerciais e Políticos
Pequim e Bruxelas recentemente concordaram em manter um diálogo aberto. No entanto, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou no início deste mês sua disposição em tomar 'quaisquer' medidas contra a China no setor comercial, a partir do outono, quando expirar o prazo estabelecido por ambas as partes para resolver disputas comerciais.
Os eurodeputados também planejam se reunir em Pequim com outras autoridades chinesas e representantes de missões diplomáticas da UE. Após isso, seguirão para Xangai, no leste da China, onde os encontros serão dedicados a temas tecnológicos, como soberania tecnológica, competitividade do setor e governança global da inteligência artificial (IA).
Razões para o Agravamento das Relações
Esta visita ocorre após uma série de eventos que exacerbaram as tensões entre a China e a UE nos últimos anos. Esses eventos incluem investigações comerciais mútuas, o desequilíbrio comercial, que Bruxelas considera 'insustentável', divergências sobre a guerra na Ucrânia e sanções impostas pela UE a empresas chinesas por suposta cooperação com a Rússia.
O último incidente de tensão ocorreu na segunda-feira, quando a Comissão Europeia multou a plataforma chinesa de comércio eletrônico AliExpress em 550 milhões de euros. A acusação era de que a plataforma lutava 'ineficientemente' contra a venda de produtos ilegais, incluindo falsificações. A empresa chinesa declarou que 'cumpre e continua a cumprir suas obrigações para com os consumidores' e anunciou sua intenção de contestar a sanção, que considerou 'desproporcional'.