Após o escândalo do vazamento de materiais de exame NEET e sob pressão dos protestos estudantis, o Ministro da Educação Dharmendra Pradhan renunciou. Simultaneamente, o Primeiro-Ministro Narendra Modi formou um grupo de trabalho liderado por Nandan Nilekani. Esses eventos indicam que o governo reconhece a necessidade de corrigir erros.
Oportunidade para Reformas Educacionais
Como aponta o próprio PM Modi, 'cada catástrofe traz uma oportunidade'. No entanto, para o governo, este não é apenas um momento para remediar as consequências da crise. A nova geração Gen-Z lhes deu uma chance única de realizar uma verdadeira 'revolução educacional' em um sistema de educação há muito problemático.
Os protestos em Jantar Mantar foram causados não apenas por ações ilegais em um exame específico, mas também pela raiva da geração Gen-Z, que carregou por muito tempo o fardo de um sistema educacional ineficaz, controverso e sem propósito. Se o governo fizer mudanças significativas agora, a oposição terá menos oportunidades de ataque político, pois os jovens acompanharão cada passo.
Necessidade de Mudanças Sistêmicas
A questão não é apenas garantir a segurança dos exames. É preciso eliminar a 'maneira tradicional de trabalhar' do Ministério da Educação, que constantemente o leva a escândalos, desviando-o da tarefa principal – a educação. O ministério já esteve envolvido em controvérsias sobre o capítulo sobre muçulmanos e hindus no livro didático NCERT, bem como sobre temas de corrupção no sistema judicial.
Além disso, surgiram problemas com nomeações controversas de vice-decanos universitários, questões de independência acadêmica e devido a definições sem sentido de discriminação racial na UGC e à política desnecessária em torno da fórmula de três idiomas. Os programas de desenvolvimento de habilidades frequentemente se tornam alvos de fraude, e agências como a NTA e a organização do corpo docente permanecem frequentemente terceirizadas, o que é agravado pelos vazamentos de materiais do NEET-UG.
Escopo do Problema e Caminhos para Solução
O Comitê Nilekani pode apenas 'reforçar os cadeados', mas as paredes de todo o sistema educacional estão em estado crítico. Pesquisas recentes mostram um quadro alarmante: o país carece de mais de um milhão de professores, e cerca de 110 mil escolas operam com um único professor, a maioria delas em áreas rurais. Sem professores, as conversas sobre 'salas inteligentes' perdem o sentido.
Para alcançar a revolução, é necessário melhorar a proporção aluno-professor, semelhante ao que é implementado nas escolas norueguesas, onde há uma média de nove alunos por professor. Além disso, os professores estão sobrecarregados com tarefas não pedagógicas, como contagem para eleições, censos populacionais e distribuição de rações para alimentação escolar, o que diminui sua eficácia.
Há um atraso nos padrões globais e currículos. O governo deve aplicar rigorosamente o 'Direito à Educação (RTE)' e modernizar as escolas estaduais no modelo das escolas centrais (KVs). Na era da inteligência artificial e computação quântica, o currículo atual ainda é baseado na memorização. Finlândia e Singapura demonstram exemplos onde o foco foi deslocado para o aprendizado prático, criatividade e saúde mental, e em Singapura, ensinam codificação e robótica.