Sundarbans sustenta a vida de milhares de famílias, mas qualquer viagem à floresta para pescar, capturar caranguejos ou coletar mel pode resultar em tragédia. Para muitas mulheres, isso se tornou o motivo pelo qual elas se tornaram as 'viúvas dos tigres'.
Tragédia e Estigmatização
Desde 2000, cerca de 300 pessoas morreram devido aos ataques de tigres. Para muitas dessas viúvas, a dor persistiu muito tempo após a morte dos maridos. Elas passaram a ser chamadas de 'swami khejos' ou 'devoradoras de maridos'; foram acusadas, expulsas, negadas compensações, deixando-as criar os filhos sozinhas.
Iniciativa de Restauração do Ecossistema
Anos depois, a empresa social i-Behind The Ink (IBTI), com o apoio da Conservation International, convidou essas mulheres a participar da restauração dos manguezais desaparecidos de Sundarbans, ao mesmo tempo em que lhes proporcionava meios de subsistência. Hoje, essas mulheres coletam sementes de árvores raras Sundari, cuidam de mudas frágeis e as plantam ao longo das margens destruídas dos rios.
Resultados da Atividade de Conservação
Cada árvore plantada por elas fortalece a proteção natural de Sundarbans contra ciclones. Até 2025, 59 mulheres se juntaram a esta iniciativa, restaurando 100 hectares e plantando mais de cem mil árvores de mangue. Como diz uma das 'viúvas dos tigres', Heta Mridha: 'Uma árvore é uma vida'. As mulheres que perderam seus maridos em Sundarbans agora protegem o futuro desta região, plantando uma árvore de mangue cada uma.



