A K2 Space arrecadou com sucesso 500 milhões de dólares em uma rodada Série D, elevando seu valor de mercado para 6,8 bilhões de dólares. Esta avaliação é mais de duas vezes maior do que o valor da empresa após a rodada Série C, realizada em dezembro.
Conceito e Capacidades de Produção
O cofundador e CEO da empresa, Karan Kundur, juntamente com seu irmão Neil, fundou a K2 Space há quatro anos. A ideia principal deles era que as futuras missões espaciais se concentrariam em satélites maiores, e não em plataformas menores.
As suposições teóricas da empresa foram confirmadas na prática: a K2 Space lançou o satélite Gravitas, que já opera com um motor Hall de 20 quilowatts em órbita, demonstrando alta potência. Isso serve como prova de que satélites mais pesados são capazes de realizar missões de comunicação e defesa inacessíveis para plataformas menores.
Produção e Contratos
Para garantir esse potencial, a empresa estabeleceu cedo sua própria base de produção. A fábrica da K2 em Torrance ocupa uma área de 180.000 pés quadrados e é capaz de produzir até 100 satélites por ano. Mais de 85% dos componentes de cada plataforma de satélite são fabricados nesta fábrica, o que é um fator chave, segundo os investidores, permitindo que a empresa aumente a produção de alguns para centenas de unidades sem problemas de fabricação que retardam os concorrentes.
Um passo importante foi a obtenção de contratos. O Space Force escolheu a K2 como fornecedora de barramento de satélite para seu programa Protected Tactical Satcom-Global, que foi o primeiro contrato da empresa com o Pentágono. Além disso, o operador comercial de satélites SES solicitou um lote inicial de 30 satélites para sua rede meoSphere, e o contratado de defesa Anduril fechou um acordo para produzir satélites para o programa de defesa antimísseis Golden Dome.
Planos Futuros e Fundo de Investimento
De acordo com os cálculos da K2, a empresa tem contratos comerciais e governamentais assinados no valor superior a 1 bilhão de dólares. A próxima missão está planejada para o segundo trimestre de 2027, quando vários satélites serão lançados, e um grande satélite classe 'Gigawatt' de 100 quilowatts está previsto para a segunda metade de 2028.
Os investidores que apoiam a K2 veem esta rodada como uma aposta na infraestrutura. Lucas Oliveira, sócio sênior da Kleiner Perkins, observou que «cada missão importante no espaço se resume a potência e massa, e a K2 entendeu isso antes de todos». Tengbo Li, sócio geral da ICONIQ, declarou de forma mais ampla: «Acreditamos que o espaço se tornará uma das fronteiras definidoras do século XXI, e a K2 está criando a plataforma para alimentar a próxima geração da economia espacial».

