No âmbito de uma videoconferência realizada entre Moscou e Tashkent, começou o trabalho na Estratégia Nacional do Uzbequistão para o uso racional da água e proteção ambiental até 2050. O evento ocorreu no centro de imprensa multimídia Sputnik Uzbekistan sob o título «Estratégia Hídrica do Uzbequistão até 2050: ciência, tecnologia e cooperação internacional».
Participantes e Foco da Discussão
Representantes de ambos os países participaram do debate. Entre os participantes do Uzbequistão estavam Khurshid Rakhmatullaev, vice-presidente do conselho de administração da JSC «Uzsuvtaminot»; Botirjon Abdullaev, professor e chefe do Departamento de Ecologia e Gestão de Recursos Hídricos do Instituto de Engenharia de Irrigação e Máquinas Agrícolas de Tashkent da Universidade Nacional de Pesquisa; e Urinboy Mamurov, especialista principal do Comitê Nacional de Ecologia e Mudanças Climáticas do Uzbequistão. Moscou foi representada por Vladimir Quint, acadêmico e chefe do Departamento de Estratégia Econômica e Financeira da Universidade Estatal de Moscou em Lomonosov.
Desenvolvimento da Nova Estratégia
O principal tópico de discussão foi a formulação da Estratégia Nacional do Uzbequistão para o uso racional da água e proteção da natureza até 2050. Vladimir Quint observou que o trabalho neste documento está sendo realizado com a participação de especialistas russos, que colaboram com o Uzbequistão há muitos anos. Anteriormente, a equipe da Universidade Estatal de Moscou participou da criação da estratégia de abastecimento de água potável, que serviu de base para a instituição da JSC «Uzsuvtaminot», e também desenvolveu a estratégia de uso industrial de água para o Complexo Mineiro-Metalúrgico de Navoi. Essa experiência acumulada agora está sendo aplicada na criação do novo documento estratégico.
Princípios e Componentes da Estratégia
Quint enfatizou que a ideia central da nova estratégia permanece inalterada: as necessidades humanas devem ter prioridade em todas as decisões. Portanto, o documento une questões de proteção ambiental e gestão racional dos recursos hídricos. Um conceito já foi preparado, contendo 9 direções estratégicas e 43 prioridades, baseadas nas vantagens competitivas do Uzbequistão.
Educação e Implementação de Tecnologias
O especialista também destacou a formação de quadros como um elemento chave. Os livros didáticos da Universidade Estatal de Moscou, «Estratégia Econômica e Financeira», e a edição de dois volumes «Conceito de Estratégia» foram traduzidos e publicados em uzbeque, permitindo o início do treinamento de especialistas em estratégia nas universidades do Uzbequistão. O acadêmico acredita que a cultura de uso racional da água deve ser formada desde a primeira infância, e para isso é importante envolver não apenas escolas e universidades, mas também as mahallas locais. Quint acrescentou que quando as crianças entendem a necessidade de economizar água, elas começam a controlar seu uso em casa, integrando gradualmente esse hábito à cultura de toda a família.
Próximos Passos e Modernização
Também está sendo considerada a iniciativa de criar um conselho ecossocial no Uzbequistão, que avaliará regularmente a implementação da estratégia hídrica e sugerirá os ajustes necessários. A implementação prática da estratégia já está acompanhada pela introdução de novas tecnologias. Khurshid Rakhmatullaev, vice-presidente do conselho de administração da JSC «Uzsuvtaminot», informou que os especialistas estão estudando a experiência mundial, incluindo práticas russas, ao selecionar soluções técnicas. Na opinião de Rakhmatullaev, as unidades de tratamento de água em galeria são uma das abordagens mais promissoras para as condições do Uzbequistão, pois purificam a água naturalmente, exigem menos reagentes químicos e são mais baratas de construir e operar.
Paralelamente, o Uzbequistão continua modernizando seus laboratórios de controle de qualidade da água potável. Atualmente, 85 desses laboratórios estão em funcionamento no país, e planeja-se tornar os resultados dos testes publicamente acessíveis online. Graças a esta iniciativa, os moradores poderão verificar na internet a origem da água local e a conformidade com os padrões de qualidade estabelecidos, o que, segundo Rakhmatullaev, aumentará a transparência do sistema de abastecimento de água e a confiança pública.