Em uma reunião da conferência de líderes nesta sexta-feira, foi marcada uma reunião extraordinária da Comissão Permanente de Exames Nacionais. Esta reunião foi agendada sem a participação obrigatória do Governo, mas o ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, assegurou que o Governo aceita esta decisão e que 'nunca recusou fornecer esclarecimentos ou recusar a possível presença de um membro do Governo'.
Vários partidos — PS, Livre, PCP e Bloco de Esquerda — pressionaram o ministro da educação para comparecer à reunião. O gabinete de Fernando Alexandre já respondeu à RTP que o governo estará presente.
O deputado do PS, Pedro Delgado Alves, salientou que o ministro é uma pessoa 'capaz de fornecer os esclarecimentos necessários' e que os debates sem Fernando Alexandre 'seriam muito estranhos'.
Os exames nacionais do ensino secundário neste ano letivo foram adiados devido a falhas técnicas no processo sem precedentes de correção digital. Estes problemas forçaram o Ministério da Educação a adiar vários prazos previstos, incluindo os prazos de publicação dos horários e do início da segunda fase.
Nas últimas semanas, também foi anunciado um período especial de exames que decorrerá de 3 a 8 de setembro. Na quinta-feira, o ministro da educação confirmou que o início das aulas no ensino secundário é adiado para uma semana, em 21 de setembro.
Fernando Alexandre explicou que o adiamento está relacionado com a 'sobrecarga dos professores' classificadores devido ao processo de correção, que 'correu mal'. Ele também admitiu que o terceiro ciclo pode enfrentar um adiamento do início do ano letivo.