A Câmara Municipal de Lisboa está implementando um projeto de urbanismo tático no Chiado, visando melhorar o espaço público antes da construção definitiva de calçadas elevadas em relação à rua. A iniciativa consiste em pintar as vias com padrões que imitam o calçamento tradicional.
O vice-presidente da autarquia, Gonçalo Reis, explicou que, posteriormente, serão erguidos os lancis e as calçadas permanentes, embora ainda não haja uma data definida para isso. As obras devem começar na segunda quinzena de agosto, com um cronograma de 45 dias, o que levaria à sua conclusão até setembro.
Em declarações concedidas à RTP Antena 1, o representante municipal justificou a escolha do Chiado por ser uma área histórica e icônica, altamente representativa dos temas abordados, dada a sua intensa circulação.
Ao ser questionado sobre o aumento do conflito entre o tráfego de automóveis e a alta demanda de residentes e turistas, a autarquia classificou a região como «pressionada», afirmando que sentiu a «necessidade de qualificar o espaço» após dialogar com moradores, comerciantes, associações culturais e a Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, resumindo o grupo como a «economia local».
Gonçalo Reis considera essa medida uma «solução equilibrada», mas planeja expandir o programa além do Chiado. Após proporcionar uma «melhor fruição» e «calçadas mais vastas e bonitas» no Chiado, a intenção é prosseguir, sem datas fixas, com intervenções na Rua da Escola Politécnica, no Príncipe Real, e na Rua de Belém, manifestando desejo de levar o programa «Viva a Rua, Lisboa» a outras partes da cidade.
O site da câmara confirma a existência de calçadas estreitas. O alargamento das calçadas incluirá mobiliário urbano e plantas móveis, mas, por enquanto, espaços verdes permanentes estão excluídos, embora Gonçalo Reis admita que «poderemos evoluir nessa direção». Foi também esclarecido que não haverá ciclovias nessas ruas, pois elas não estão previstas.