O Primeiro-Ministro do KZN, Thami Ntuli, informou que a província procura estimular os sul-africanos a restaurar este setor, ao mesmo tempo que lhes oferece oportunidades para conduzir negócios sustentáveis.
Distribuição de propriedade no setor
Thami Ntuli revelou que quase 60% das lojas spaza em KwaZulu-Natal pertencem a cidadãos estrangeiros. Ele observou que um estudo realizado pelo Departamento de Desenvolvimento Económico, Turismo e Assuntos Ambientais do KZN (EDTEA) mostrou que 57,8% das lojas spaza na província são de propriedade de estrangeiros, enquanto os sul-africanos detêm 42,2%.
Estas declarações foram feitas durante uma mesa redonda sobre lojas spaza em Durban na terça-feira. O evento foi organizado pelo governo provincial com a participação de Ntuli e do ministro do EDTEA, Reverendo Musa Zondi.
Razões para a vantagem competitiva
Ntuli explicou a vantagem competitiva dos proprietários devido a fatores como compras a granel, modelos de negócio cooperativos, ligações com atacadistas e, em alguns casos, venda de bens proibidos. Ele também salientou que algumas empresas estrangeiras funcionam como cooperativas ou têm relações estabelecidas com determinados atacadistas.
Ele destacou três fatores chave: custo mais baixo dos produtos, que são frequentemente produzidos sob marcas próprias, a capacidade de juntar fundos para compras a granel que garantem descontos significativos, o que permite reduzir as margens de lucro e aumentar os rendimentos. O governo planeia criar um sistema formalizado onde os atacadistas fornecerão bens aos proprietários locais de lojas spaza, incluindo formação, mentoria e apoio para garantir a conformidade.
Problemas e iniciativas governamentais
A intervenção de Ntuli ocorreu em meio a uma série de manifestações contra a imigração ilegal em toda a província. Ele informou que a mesa redonda visava resolver lacunas causadas pela falta de documentação de migrantes que deixaram algumas lojas spaza, privando os residentes do acesso a bens essenciais. Ele esclareceu que o objetivo não é expulsar os proprietários, mas sim dar às pessoas a oportunidade de progredir através de formação e mentoria.
Ntuli também observou que milhares de proprietários de lojas apresentaram candidaturas a certificados de conformidade, mas apenas um pequeno número cumpriu os requisitos estabelecidos. Representantes do Departamento de Desenvolvimento de Pequenas Empresas, Comércio e Investimento de KwaZulu-Natal (TIKZN) e outras instituições financeiras estiveram presentes para discutir o apoio financeiro. A baixa percentagem de aprovação, segundo ele, indica que muitos comerciantes locais enfrentam dificuldades devido aos requisitos de conformidade.
Concentração geográfica e conclusões
De acordo com o estudo, a quota de proprietários estrangeiros é significativamente maior nas áreas urbanas e costeiras. Por exemplo, em eThekwini, os proprietários estrangeiros representam 84,4% das lojas spaza, e em uMahlazano, 77,9%. Ntuli sublinhou que esta alta concentração em eThekwini é um ponto importante a entender. No entanto, o quadro é diferente em outros distritos, onde a propriedade sul-africana domina, como em Harriman (86%).
O setor agrícola de lojas spaza em KwaZulu-Natal é avaliado em 178 mil milhões de rand por ano, criando empregos e apoiando fornecedores locais. Ntuli afirmou que o governo precisa de compreender as práticas de negócios que contribuem para o sucesso das lojas estrangeiras, em vez de apenas observá-las. Ele acrescentou que um estudo adicional do setor será conduzido até 30 de junho de 2026, envolvendo municípios e comunidades, pois a situação deve ser estudada antes da adoção de medidas legislativas.