De acordo com dados da organização internacional de desenvolvimento sustentável Global Footprint Network, a humanidade consome os recursos naturais 73% mais rápido do que o planeta consegue regenerá-los. Isso equivale ao uso de 1,73 planetas terrestres.
Consequências do consumo excessivo
A organização aponta para consequências extremamente negativas desse uso de recursos, incluindo desflorestação, erosão do solo, perda de biodiversidade e acumulação de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera.
Se a sobrecarga da Terra continuar a crescer no ritmo atual, a dívida ecológica aumentará à taxa de 0,73 do planeta por ano, o que levará ao aumento da concentração de CO2 — um gás que contribui para o aquecimento global.
Consumo de recursos nos países
Portugal esgotou os recursos naturais anuais do planeta em 5 de maio de 2026, quatro dias antes de toda a União Europeia.
Sugestões para reduzir a carga
Segundo a associação portuguesa de conservação ambiental Zero, a humanidade precisa acelerar o ritmo e implementar as mudanças necessárias. Uma dessas medidas é a introdução de um imposto sobre o carbono por tonelada de cerca de 90 euros para todas as atividades que emitem gases de efeito estufa, o que permitiria adiar a dívida ecológica em dois meses.
Além disso, a associação observa que reduzir pela metade o consumo de carne e mudar para uma dieta vegetariana pode atrasar o uso do crédito ecológico em 17 dias, sendo 10 desses dias devidos à prevenção de emissões de metano.
Nível atual da dívida ecológica
A Global Footprint Network enfatiza que a dívida ecológica acumulada já corresponde a 20,6 anos de sobrecarga, o que representa o tempo necessário para a recuperação da Terra, se isso fosse possível, algo que a organização considera improvável.



